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Mulheres do Alimento da Inclusão traçam Mapa da Vida

  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 08/03/2010 20h36
  • última modificação 08/03/2010 20h36
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As mulheres que formam a segunda turma do Alimento da Inclusão projetaram, no início de março, parte dos seus sonhos na confecção do Mapa da Vida – metodologia aplicada com as alunas para que elas possam rever sua trajetória de vida e transcrever o que esperam do futuro.

A aula aconteceu na segunda-feira, 01, quando fizeram uso de pincéis, canetas e lápis para retratarem graficamente na cartolina o que esperam do projeto, com base em informações do passado e presente. Segundo a coordenadora, Tereza Fabbro, é com esse material em mãos que elas ficam mais à vontade para demonstrar habilidades, muitas vezes não reveladas durante a entrevista, devido a fatores como timidez ou vergonha.

“Com o mapa em mãos podemos elaborar novas vertentes de trabalho, de acordo com o perfil de cada uma. A análise do material nos permite, por exemplo, observar quem tem dificuldades de escrever, o que favorece a busca de uma ajuda mais significativa na parte de leitura e escrita para aquela aluna”, explica Tereza. Segundo ela, o mapa também ajuda a perceber quem necessita de acompanhamento psicológico ou assistência social.

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“É no papel que algumas revelam não ter condições de criar o filho, escrevem poemas ou dizem querer se aperfeiçoar na área de alimentos para montar seu próprio negócio”, complementa a coordenadora, acrescentando que a turma anterior é um exemplo que elas seguem com determinação, pois muitas já atuam no mercado, tanto contratadas por empresas, como produzindo encomendas de pratos diversificados para festas.

Rita de Cássia Cardoso, 33, é manicure, mas diz que nem todo dia tem clientes. Complementa a renda produzindo comida para vender na feirinha da Vila Palmeira. Atualmente, por não ter uma casa, mora com a irmã, e por não ter condições de criar o filho, deu a criança de nove anos para que o irmão prosseguisse nessa missão. “Mas quando conseguir meu emprego vou pegar ele de volta”, revela.

Na cartolina, a empregada doméstica Edinalva Silva, 40, desenha uma casa, meta que deseja alcançar para dar uma vida melhor aos dois filhos de 12 e 15 anos. Atualmente ela mora com os pais e diz que a ajuda para a criação dos adolescentes vem de uma renda do Bolsa Família para o menino e de uma pensão para a menina.

“Tenho vontade de aprender a fazer tortas frias e bolos confeitados. Vejo que isso é possível no projeto”, diz Edinalva, que já havia tentado em vão uma vaga na primeira turma e persistiu em entrar na segunda, sonha já realizado.

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