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Projeto de incentivo à participação de mulheres na tecnologia é lançado no Monte Castelo

  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 23/03/2015 17h33
  • última modificação 23/03/2015 17h33
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wtmNo mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a busca pela igualdade de gênero ganha destaque e várias iniciativas surgem com o objetivo de discutir o tema. Uma delas é o programa intitulado Women Techmakers (WTM), criação da Google que teve seu primeiro evento em São Luís na última quinta-feira (19), no Teatro Viriato Correia, no Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Monte Castelo. Trata-se de um projeto que promove ações de incentivo à participação feminina no desenvolvimento tecnológico em vários países.

 

No Brasil, há somente dois grupos representantes do WTM: um na cidade de Sorocaba, responsável por trazer o projeto ao país, e outro mais recente em São Luís, liderado pela estudante de Ciência da Computação Helena Saminez com participação da coordenadora do Curso Técnico em Informática do IFMA, professora Salete Farias. O evento no Campus Monte Castelo reuniu estudantes e profissionais da área para discutir empreendedorismo feminino na área de tecnologia.

 

Ações do programa

 

wtm3A líder Helena Saminez explica que as ações do programa se concentram em trocas de experiências e laboratórios de programação comandados por mulheres. Já a professora Salete Farias – que tem experiência em ativismo pela maior presença feminina na tecnologia – conta que sempre quis trazer projetos como o WTM para São Luís. Para ela, o maior desafio do programa será fazer com que as meninas percebam que o programa quer empoderá-las. “A gente quer motivar essas meninas e mostrar para elas o que elas podem fazer”, revela.

 

Além das palestras de Helena Saminez e da professora Salete Farias, a programação também contou com a fala da empresária Marcele Monroe, primeira mulher a criar uma empresa de desenvolvimento de softwares no Maranhão. A empresária destacou que o seu setor de programação é todo formado por homens. Ela relata que gostaria muito de ter funcionárias nessa ocupação, mas não encontrou profissionais do sexo feminino quando as vagas estavam disponíveis. Ainda segundo Marcele, falta estímulo para que mais mulheres sigam a carreira.

 

Mulheres e tecnologia

 

wtm2De fato, basta uma breve observação em universidades ou empresas do universo da tecnologia da informação para perceber que, quase sempre, a presença de mulheres é rara. Mas um resgate histórico pode render boas reflexões a respeito da contribuição feminina para o campo. Quem escreveu o primeiro programa de computador da história, por exemplo, foi uma mulher. Em 1843, Ada Lovelace criou o primeiro algoritmo concebido especificamente para uma máquina. Mais adiante, em 1971, a primeira turma de Computação do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (USP) era formada por cerca de 70% de mulheres.

 

A professora Salete Farias exemplifica a mudança desse cenário com números do próprio IFMA. Em 2015, o curso superior em Sistemas de Informação recebeu apenas 13 mulheres em um total de 60 alunos. “No começo, existiam muitas mulheres na tecnologia e, de repente, isso mudou. A gente está tentando descobrir o porquê disso e tentando reverter esse quadro”, comenta a professora, que atribui a menor presença feminina a questões culturais. “Essas meninas já crescem motivadas para ir para outras carreiras. A questão do cálculo, da construção, de desmontar alguma coisa para ver como funciona e montar de novo… As mulheres não têm muito essa cultura”, complementa.

 

Além da falta de estímulo, a diferença salarial entre gêneros é uma preocupação da equipe do WTM. De acordo com dados publicados no ano passado pelo Cadastro Central de Empresas do IBGE, as mulheres recebiam cerca de 25% menos do que os homens em 2012. A própria Marcele Monroe relata que já trabalhou em uma empresa onde seu salário era bem menor que o dos homens na mesma posição. “Existe aquele funcionário que ganha um pouco mais porque está seguindo uma carreira, mas quatro vezes mais que você já é um exagero”, avalia a empresária.

 

Estímulo para o debate

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Questões como a contribuição feminina na tecnologia, a equidade no mercado de trabalho, o assédio contra mulheres e as diferenças salariais estiveram presentes não apenas nas palestras, mas também no momento do debate. Na ocasião, foi utilizada a metodologia do Fishbowl, em que integrantes da plateia eram convidadas a participar da discussão e os assuntos eram sorteados e debatidos cada um durante 10 minutos.

 

O encerramento do evento contou com o sorteio de dois livros, e duas alunas do curso técnico em Informática do IFMA levaram os prêmios. Uma delas, a estudante do 2º ano Ana Clara Cavalcante diz que saiu do evento motivada. “Vendo outras experiências, a gente se inspira e acredita que a gente também pode conseguir”, diz Ana Clara.

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