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Professores debatem o ensino das Artes no IFMA

A mesa redonda “As linguagens artísticas no IFMA: diálogos e suas extensões” abriu as atividades do I Enarte
  • Maycon Rangel
  • publicado 14/12/2015 19h23
  • última modificação 14/12/2015 19h23

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Enarte2015 (8)

(Da esq. à dir.) Miguel Veiga, Mayara Karla, Anderson Pinheiro, Tânia Rêgo e Arnaldo Cunha

A abertura do I Encontro de Arte (Enarte) contou com uma mesa redonda que discutiu o tema As linguagens artísticas no IFMA: diálogos e suas extensões. Mediado pelo professor Anderson Pinheiro, do Campus Barra do Corda, o espaço teve a participação de professores de Arte do Instituto: Mayara Karla da Anunciação (diretora de Difusão Artístico-Cultural, Desporto e Lazer), Arnaldo Cunha (Campus São Luís – Maracanã), Tânia Rêgo e Miguel Veiga (Campus São Luís – Monte Castelo).

 

Diálogos com a comunidade

A diretora de Arte, Mayara Karla, ressaltou a importância do evento como forma de dar visibilidade às produções artísticas desenvolvidas nas unidades do IFMA, que vêm criando pontes entre a instituição e as comunidades. “A arte sai da escola e vai para a comunidade. O aluno e o professor passam a ter consciência do seu papel enquanto agentes culturais, promovendo a transformação dos locais onde estão inseridos”. Em sua fala, a professora fez também uma retrospectiva do Grupo de Estudos e Pesquisas em Arte (GEPA), do Campus Açailândia, que desenvolve trabalhos com teatro, música e dança. A atuação do grupo é objeto de sua pesquisa de Mestrado – Arte e cultura no contexto da educação profissional e tecnológica: uma análise das ações culturais e artísticas em Açailândia (MA) –, que, futuramente, será transformada em livro no intuito de contribuir com a literatura sobre Arte-educação.

 

Arte no ensino técnico

O professor do Campus São Luís – Maracanã Arnaldo Cunha abordou as dificuldades existentes no ensino da Arte no Brasil, sobretudo o preconceito e a desvalorização que os professores da disciplina enfrentam. Ele problematizou ainda essa questão quando associada ao ensino profissionalizante: “Como trabalhar a Arte integrada ao ensino técnico? Onde se encontra a Arte dentro da educação profissional?”.

Arnaldo defendeu a importância dos conteúdos e práticas artísticas como mecanismo de humanização dos estudantes e a necessidade de ampliar as pesquisas na área, trabalhando a Arte a partir do viés científico. Como propostas para a superar o quadro atual, sugeriu a realização de mais seminários, simpósios, mostras, festivais, espaços de arte nas escolas, pós-graduações e professores específicos para cada linguagem artística – dança, teatro, música e artes visuais.

 

Música e formação

A professora do Campus São Luís – Monte Castelo Tânia Rêgo falou sobre o papel da Música na formação dos estudantes. Segundo ela, a Lei nº 11.769/2008 – que trouxe a obrigatoriedade do ensino da Música na Educação Básica – é um importante marco, mas ainda é preciso aprofundar o protagonismo da Arte no processo ensino-aprendizagem.

“A aprendizagem não é um processo apenas racional, as emoções também estão envolvidas. Ambientes mais humanos favorecem o aprendizado”, defendeu. Tânia explicou também que a Arte contribui para a autonomia e a formação integral do sujeito.

 

Olhar além do óbvio

Também professor do Campus São Luís – Monte, Miguel Veiga falou sobre o diálogo entre as diferentes expressões da Arte e sua função estética, que possibilita a apreciação do belo. Para ele, o grande desafio é sair da zona de conforto (o olhar apenas contemplativo) para uma visão dialética, mais ampla, sobre as obras de arte. Umas das instalações do palco do Enarte – um carrinho de mão carregando livros – foi o mote para o professor explicar o que significa “olhar além do óbvio”: “o conhecimento serve para romper barreiras, parâmetros…” Aspectos como a religião e a moralidade muitas vezes condicionam o olhar e aprisionam a perspectiva de quem vê: “A arte é uma grande alavanca para romper essas territorializações”, concluiu.

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