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Diretor do Campus Mangabeiras lança livro sobre história da educação

Na obra, Carlos Firmino resgata a história da Escola Estadual Professor José Inácio de Sousa (MG)
  • Maycon Rangel
  • publicado 21/12/2015 11h30
  • última modificação 21/12/2015 11h49

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“História de instituição escolar” foi lançado na 57ª Reunião do Colégio de Dirigentes

Em 1964, a Ditadura Civil-Militar implantou um modelo educacional tecnicista, buscando eliminar todo o pensamento crítico que caracteriza o ambiente escolar. Apesar do cenário turbulento, a Escola Estadual Professor José Inácio de Sousa, da cidade de Uberlândia (MG), foi na contramão desse paradigma com um projeto político e pedagógico de cunho construtivista. Com o propósito de resgatar a história da escola, o professor Carlos Firmino, diretor do Campus São Raimundo das Mangabeiras, publicou o livro História de instituição escolar: proposta de ensino integrado alicerçado em um projeto pedagógico resistente ao Golpe Militar de 1964.

“A preocupação central era a formação crítica dos alunos e, nesse sentido, a escola desenvolvia temas que na época eram proibitivos aos olhos do sistema. Mesmo em tempos de muita repressão, debateu questões sociais e políticas como a crítica à medicina curativa, que movimentava as indústrias multinacionais de remédios; a ausência de uma lei de defesa do consumidor; as questões de preservação ambiental e sexualidade”, contextualiza o professor.

Carlos Firmino vivenciou o auge desse projeto pedagógico nos idos de 1968, quando era aluno e também a sua finalização nos anos de 1980 a 1984, já como professor. “Foi exatamente nessa época que houve uma intervenção política destituindo a diretora da escola e a comunidade escolar reagiu ao ato com muita força e união. Isso me motivou a realizar a pesquisa para tentar entender o processo de resistência que ali havia sido construído”. A pesquisa foi realizada no Doutorado em História da Educação na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), nos anos de 2008 a 2011. A metodologia foi uma pesquisa qualitativa com foco na história oral temática, utilizando a técnica de “grupo focal” e o trabalho com fontes orais coletivas, entrevistas e análise documental.

 

Proposta pedagógica

A instituição tinha como base o trabalho com temas-problema e com a pesquisa, dentro de um quadro orientado para a organização da prática educativa em torno de um tema gerador, buscando trabalhar os conteúdos de forma interdisciplinar. A proposta inovadora fez com que fosse a única escola pública do país a se associar à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) naquela época e, em 1993, a ser escolhida para representar o Brasil no Ano Internacional da Paz na Costa Rica.

 

Currículo integrado

A partir da pesquisa, o professor propôs mudanças no paradigma de currículo escolar, que, segundo ele, “se encontra em crise devido à especialização que inibe a verdadeira formação humana das pessoas”. Após muitos anos de docência na Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, ele acredita que é necessário um plano de curso técnico integrado ao ensino médio que supere a divisão do conhecimento em disciplinas.

A proposta se baseia numa matriz curricular que tem como cerne um conhecimento unitário, sem distinção entre conteúdos gerais e profissionais, estruturada por eixos tecnológicos com atividades cujos processos produtivos são semelhantes e segmentados em funções específicas: planejamento, produção, agregação de valores aos produtos, projetos e gestão.

 

Lançamento

MarineteRobertoFirmino

(Da esq. à dir.) Marinete Moura, Roberto Brandão e Carlos Firmino

O livro foi lançado na última Reunião do Colégio de Dirigentes (Coldir) do IFMA, realizada em São Luís no dia 15. Na ocasião, a diretora do Campus Barra do Corda, Marinete Moura, apresentou também o seu segundo livro de poesias, Espelhos do tempo, lançado este mês na Academia Barra-Cordense de Letras.

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