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Aluna do IFMA estuda tecnologias assistivas e cria dicionário inclusivo

Emylle Santana pretende continuar focada no assunto, mas agora como aluna de graduação em Hotelaria da UFMA.
  • Jorge Martins
  • publicado 06/03/2017 10h00
  • última modificação 08/03/2017 16h12
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O que por muitos poderia ser visto como uma mudança total de área de estudos, a estudante Emylle Santana prefere encarar como chance de praticar a interdisciplinaridade. Às voltas com as últimas matérias do curso técnico integrado em Comunicação Visual no IFMA Campus São Luís – Monte Castelo, a aluna foi recentemente aprovada no curso de Hotelaria na Universidade Federal do Maranhão. Agora, pretende utilizar o conhecimento produzido em sua formação técnica para fazer pesquisas que forneçam qualidade ergonômica e acessibilidade a hóspedes com deficiência.

Ao longo dos últimos três anos no Instituto, Emylle teve uma produção intensa. Fez intercâmbio na África do Sul, desenvolveu projeto de iniciação científica, publicou artigo em congresso internacional, ganhou o Prêmio Fapema e colecionou vivências que devem continuar acompanhando e influenciando sua produção acadêmica. “Comunicação visual é um curso que abre a visão de mundo de qualquer pessoa. E por eu ser apaixonada pelos detalhes dos lugares, resolvi estudar algo que me fizesse compreender os aspectos visuais que me cercam”, conta.

Sob a coordenação da professora Ivana Maia, a estudante foi vencedora da Categoria Pesquisador Júnior do Prêmio Fapema 2016 na área Ciências Sociais e Humanas. O projeto de pesquisa consistiu na criação de um dicionário visual para auxiliar alunos com surdez e intérpretes de Libras na tradução de termos técnicos do Design. Para facilitar a compreensão, os sinais também foram reproduzidos em animações em formato GIF.

A pesquisadora conta que o interesse pelo assunto surgiu da percepção de um problema que ocorria na sala de aula: a frustração de um amigo surdo por não entender alguns termos técnicos do Design difíceis de serem traduzidos pelo intérprete de Libras. Essa inquietação também era compartilhada pela professora Ivana Maia, que convidou Emylle para participar de um grupo de estudos sobre tecnologias assistivas para dar suporte aos alunos com necessidades específicas.

“Nunca tinha ouvido falar em pesquisa antes do trabalho com o dicionário. Tudo isso foi apresentado por minha orientadora e amiga Ivana Maia e pelo cotidiano que exigia um olhar especial aos que necessitam de tecnologias assistivas”, revela. Por enquanto, a ferramenta foi utilizada somente pelo aluno Giovane Carvalho, da turma de Emylle. Entretanto, a equipe já está se articulando para viabilizar a impressão do dicionário dentro de todas as normas de editoração para, em seguida, distribuí-lo para outros estudantes com surdez.

Quanto aos motivos que levaram Emylle a escolher a graduação em Hotelaria, ela explica que o intercâmbio na África do Sul – realizado por meio do Projeto Abrace o Mundo, do Campus Monte Castelo – despertou o seu desejo de conhecer, vivenciar e melhorar as histórias de outras pessoas. “A área em que eu irei atuar diverge um pouco do Design, mas como continuarei lidando com pessoas, vou investir em pesquisas que visem aplicar tecnologias assistivas em hotéis e incentivar as viagens daqueles que muitas vezes não se sentem estimulados pela falta de acessibilidade”, pontua a estudante.

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