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Artigo de professor do IFMA é destaque em revista

Pesquisa sobre planta com potencial bioherbicida, do professor Antonio J. Cantanhede Filho, foi publicada na capa da Revista Química Nova.
  • Yane Botelho
  • publicado 11/04/2017 07h00
  • última modificação 13/04/2017 10h46
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O artigo “Triterpenoides, fenólicos e efeito fitotóxico das folhas de Eugenia flavescens DC (Myrtaceae)”, do professor do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Antonio J. Cantanhede Filho, foi publicado na capa da  Revista Química Nova (conceito Qualis B1). A pesquisa indica que substâncias encontradas na Eugenia flavescens têm efeito fitotóxico (efeito tóxico sobre plantas daninhas) e aponta sua possível utilização na agricultura.

O artigo foi escolhido como destaque entre as cerca de 50 publicações feitas na edição Volume 40, Número 3, de 2017, da revista. A pesquisa, coordenada por Antonio J. Cantanhede Filho, foi realizada com outros cinco autores, que também assinam o material – Lourivaldo S. Santos, Giselle M. S. P. Guilhon e Iris C. S. Rodrigues, da Universidade Federal do Pará (UFPA); Maria das Graças B. Zoghbi, do Museu Paraense Emílio Goeldi; e Pollyane S. Ports, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Antonio J. Cantanhede Filho, que é professor de Química do IFMA Campus São Luís – Monte Castelo e professor colaborador do Mestrado em Química da instituição, desenvolveu a parte inicial da pesquisa no Laboratório 9 do Departamento Acadêmico de Química (DAQ) do IFMA Campus São Luís – Monte Castelo. O estudo ocorreu durante uma etapa do seu doutorado em Química no Instituto de Ciências Exatas e Naturais da UFPA.

O efeito fitotóxico foi observado no extrato metanólico das folhas da espécie vegetal Eugenia flavescens. O estudo mostra que as fases orgânicas dessa planta (obtidas do extrato metanólico) podem ser utilizadas como bioherbicidas no controle das ervas invasoras testadas na investigação.  Segundo o artigo, os compostos extraídos tendem a exercer efeitos que inibem a germinação e crescimento de plântulas (embrião vegetal em desenvolvimento). Na natureza, essa competição, em que espécies inibem o crescimento de outras espécies, é chamada de “alelopatia”.

O professor destacou que a busca por plantas ou partes de plantas que possam ser utilizadas como bioherbicidas, em substituição aos herbicidas sintéticos, podem contribuir na produção de alimentos mais saudáveis. De acordo com ele, o efeito foi testado em ensaio em laboratório, mas o potencial ainda precisa ser testado no campo, em larga escala. “No entanto, acreditamos que a Eugenia flavescens pode ser cultivada com a finalidade de utilizá-la como herbicida natural na agricultura orgânica. As substâncias encontradas nessa planta inibem o crescimento de plantas daninhas. Os agrotóxicos utilizados contaminam os alimentos, o solo e consequentemente o meio ambiente. As substancias naturais se degradam, não são tóxicas nem contaminam o solo”, relatou Antonio J. Cantanhede Filho.

O pesquisador explicou que o estudo visa também contribuir com uma das linhas de pesquisa do Programa de Pós-graduação em Química (PPGQ) do IFMA, já que ele atua como co-orientador de um projeto em andamento no curso de Mestrado em Química com esse tema. Ele enfatizou a importância da pesquisa desenvolvida no IFMA. “O Instituto desenvolve pesquisas de grande potencial. A publicação do artigo como destaque na revista é uma demonstração disso. Espero que outros pesquisadores do IFMA se sintam motivados para seus estudos, para continuar suas pesquisas, em busca de programas de pós-graduação de maior qualidade”, disse Antonio J. Cantanhede Filho.

Clique aqui para acessar a edição da Revista Química Nova.

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