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Instituto participa da Semana Nacional de Museus

A exposição no Campus Centro Histórico faz parte do calendário de eventos organizados em todos os estados brasileiros
  • Augusto do Nascimento
  • publicado 18/05/2017 18h24
  • última modificação 18/05/2017 18h25

Seguindo o calendário de eventos em torno do Dia Internacional de Museus (18 de maio), o campus do IFMA no Centro Histórico de São Luís integra a programação de exposições realizadas em todo o país, durante a 15ª Semana Nacional de Museus, que ocorre entre os dias 15 e 21 (segunda-feira a domingo). O Museu da Árvore (Márvore) apresenta na galeria do Centro de Referência de Artes (CRA) do campus, mostras de minivídeo e fotografias históricas do Instituto (à época em que ainda se denominava Escola Técnica Federal), além de expor trabalhos artísticos pela rede social Instagram.

Através de minivídeo e mostra fotográfica, público conhece a história do IFMA

Esta é a segunda edição da Semana Nacional de Museus em que o Márvore colabora para a realização da programação local no Campus Centro Histórico. A exposição “Vendo ao verso: Fotografias da Escola Técnica do Maranhão” tem curadoria da professora Rose Martins de Lima, que leciona Artes e Artesanato e idealizou o museu. Em 2016, o público teve contato com objetos e peças que integram o acervo institucional do IFMA. Organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a temporada cultural este ano se intitula “Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus”, e envolve mais de mil equipamentos culturais do país, levando ao público uma estimativa de 3 mil atividades especiais (exposições, visitas mediadas, palestras, oficinas, exibição de filmes, dentre outros). Além de São Luís, com atrações em 15 museus, as cidades de Alcântara, Carolina, Caxias e Imperatriz participam do evento no Maranhão.

A curadora informou que a exposição de fotografias e vídeo permanecerá por cerca de um mês no Campus Centro Histórico, e a expectativa é que a mostra percorra em temporadas itinerantes os demais campi do IFMA. Nesse sentido, Rose de Lima vem recebendo a sinalização de apoio de professores de arte para atuarem como curadores locais e divulgarem o acervo nas demais unidades de educação, tanto para o público do Instituto quanto para a comunidade dos municípios onde estão instalados. “Temos uma ideia bem articulada de que todos os campi possam conhecer esse material, que é a história da própria instituição”, disse Rose de Lima.

Sobre as exposições virtuais no Instagram, que também integram a programação do Márvore < @marvore_ > na Semana Nacional de Museus, Rose de Lima considerou a importância de as iniciativas culturais atingirem um grande número de pessoas. A rede social abriga a exposição de desenhos “Lugares imaginados”, da artista Júlia Sol, com técnicas de aquarelas e canetas esferográfica, e uma mostra de esculturas a partir de vidros de perfumes vazios, produzidas por alunos do Campus com orientação do professor Luiz Messias Ribeiro Batista (Geografia). Além de curadora, Rose de Lima também apresenta trabalhos de sua autoria, como “Visões cotidiana do espaço urbano – abandono” (fotografias interferidas), “Vazios e formas” (esculturas em diversos materiais) e “Mandalas” (óleo sobre tela).

O Museu da Árvore foi criado a partir do engajamento ambiental da professora, quando era lotada no campus do IFMA em Buriticupu. Com mais de dez anos de atividade, a iniciativa tem a proposta de trazer para o ambiente escolar o debate sobre a questão museológica. “Não é um museu físico, mas de ideias, que se apropria dos espaços para atuar”, explicou Rose de Lima.

Memorial

De acordo com Janete Chaves, da Diretoria de Desenvolvimento Educacional (DDE) do Campus Centro Histórico, o projeto “Centro de Preservação da Memória do IFMA” já era desenvolvido antes de ela e as professoras Terezinha de Lima e Creudecy da Silva assumirem a coordenação da iniciativa. A diretora informou que um grupo de servidores do Campus Monte Castelo, dentre os quais Denise Santana (bibliotecária), Regina Muniz (ex-diretora-geral) e José Costa (ex-reitor), organizaram um acervo institucional, que não chegou a ser devidamente estruturado. “Decidimos salvaguardar o acervo, para termos um legado para as próximas gerações”, disse Janete Chaves, esclarecendo que constitui a próxima etapa do projeto a construção de um espaço físico permanente que concentre a história do Instituto, materializada em fotografias e peças de objetos e mobiliário, além de registros audiovisuais como depoimentos e entrevistas. O projeto recebe apoio financeiro da Pró-reitoria de Extensão (PROEXT) do IFMA e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão (FAPEMA).

Sobre a participação do Campus Centro Histórico na Semana Nacional de Museus, a coordenadora considerou ser uma oportunidade de apresentar o acervo institucional à sociedade. Além dessa temporada cultural, o IFMA vai integrar a programação da Primavera de Museus, evento também organizado pelo Ibram no mês de setembro. “A comunidade ganha memória, pois não vamos nos perder no tempo e inclusive na história”, refletiu Janete Chaves, sobre a contribuição social do projeto.

“Os museus fazem um resgate de toda a nossa trajetória”, disse Paulo Batalha Gonçalves, diretor-geral do Campus Centro Histórico, recordando ter ele mesmo feito parte do corpo discente do IFMA, como aluno do curso de Química. O gestor relatou o encontro com outros ex-alunos e antigos professores da Escola Técnica (que funcionava na unidade do bairro Monte Castelo), durante a coleta de depoimentos para o acervo do Memorial, e ressaltou o fato de o projeto realizar-se no Centro Histórico, com um ambiente favorável pelas fortes referências da história de São Luís e do Maranhão. Paulo Batalha considerou que o Instituto cumpre o papel de difundir conhecimento aos alunos e também promove o desenvolvimento da sociedade.

A estudante Fernanda Evangelista, em fase de conclusão do curso de Licenciatura em Artes Visuais, informou que se envolveu com o projeto do Memorial do IFMA por conta do trabalho de monografia. Diante de um tema que possibilitava diversas abordagens – como patrimônio, memória ou as exposições – em seu campo de estudos, ela optou por tratar do currículo de Arte. “O que vi em sala de aula, estou agora aplicando na prática”, disse a aluna, sobre a experiência de fazer parte da organização e curadoria da Semana Nacional de Museus no Campus Centro Histórico. Fernanda Evangelista ressaltou a possibilidade de adolescentes e jovens conhecerem como era o Instituto em tempos passados e as mudanças por que passou, e chamou a atenção para a transitoriedade do tempo, já que as atuais gerações de estudantes se tornarão no futuro a memória do período em que estão vivenciando o campus, quando o presente se tornar passado.

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