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IFMA inicia plano institucional de prevenção ao suicídio

Nos dias 11 e 12 de junho servidores de vários campi participaram de curso de formação e palestras sobre saúde mental e prevenção do suicídio.
  • Andréia Lima
  • publicado 13/06/2018 09h59
  • última modificação 14/06/2018 09h28

A psicóloga, psicoterapeuta e suicidologista Karina Fukumitsu veio de São Paulo para ministrar o curso “Prevenção do Suicídio”.

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) deu início às atividades do Plano Institucional de Promoção da Saúde Mental e Prevenção do Suicídio voltado para os estudantes da instituição. Assim, nos dias 11 e 12 de junho servidores de vários campi participaram de um curso de formação com palestras envolvendo esses dois temas. A ação foi realizada pela Pró-reitoria de Ensino do IFMA por meio da Diretoria de Assuntos Estudantis. Cada campus enviou pelo menos dois servidores para participar das atividades na reitoria. Participaram da capacitação, portanto, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, pedagogos, professores, assistentes de alunos e técnicos administrativos. A proposta é que os servidores capacitados levem esse tema para ser debatido nos campi e, também, saibam lidar com esse tipo de situação no seu dia-a-dia do trabalho.

Segundo a Pró-reitora de Ensino do IFMA, Ximena Maia Bandeira, essa capacitação tem o objetivo de preparar os servidores que atuam nos núcleos de assistência ao educando nos campi. “É preciso que os servidores estejam preparados para o enfrentamento de doenças de ordem emocional, psicológica que tem trazido números alarmantes de tentativas de suicídio e de mutilação. Esse é um projeto que dialoga com a defesa institucional de educação que nós fazemos. Ou seja, a defesa de uma educação que se preocupa com a formação integral dos estudantes”, declarou.

Já a diretora de Assuntos Estudantis do IFMA, Dayse Araújo, explicou a necessidade de trabalhar esse tema na instituição. “Temos sentido a necessidade de nos apropriarmos dessa temática já que as equipes multidisciplinares dos campi têm o desafio diário de estar atentos a comportamentos que possam estar ligados à saúde mental dos nossos discentes, por isso temos que capacitar os servidores que serão multiplicadores com os demais servidores nos seus campi”, disse.

Essa foi a primeira ação do Plano Institucional de Promoção da Saúde Mental e Prevenção do Suicídio. A proposta é a promoção de um diálogo com os estudantes sobre essas temáticas com o objetivo de prevenir situações extremas geralmente vinculadas à depressão. Os participantes dessa capacitação irão funcionar como multiplicadores nos campi dando suporte e realizando atividades para melhorar a qualidade de vida dos estudantes. O objetivo é que o plano seja contínuo e se estenda pelos próximos anos com várias ações em todos os campi.

A programação do evento incluiu um Curso de Prevenção ao suicídio ministrado pela suicidologista Karina Fukumitsu, palestra sobre automutilação, palestra sobre atendimento e encaminhamento da pessoa vítima de violência, apresentação das ações de sucesso com foco na saúde mental e prevenção do suicídio e ao final foi divulgado um cronograma com as principais informações.

Suicídio: um problema de saúde pública no Brasil

Durante a palestra da psicóloga, psicoterapeuta e suicidologista Karina Fukumitsu ela falou sobre a importância de saber acolher um estudante que esteja passando por alguma situação mais complicada. “O suicídio é uma morte escancarada, uma morte que é interdita porque há muito tabu. Há muita falta de acolhimento para este sofrimento humano. A gente precisa cada vez mais olhar para essa situação e os sentimentos inóspitos com mais respeito e, também, habilitar profissionais da saúde para trabalhar com esse comportamento que é autodestrutivo”, explicou.

Karina Futumitsu expõe ainda que as instituições de ensino precisam se preocupar não só com a parte do conhecimento, mas agregar e integrar a sabedora, ou seja, ajudar o outro a entender que ele tem uma capacidade de superação. “O que a gente vai precisar trabalhar em uma pessoa que pensa em se matar é uma ressignificação das percepções que ela tem a respeito dos problemas da vida, bem como precisamos fazer com que a pessoa mobilize a sua energia de uma maneira diferente”, analisou.

A psicóloga do IFMA, Renata Trovão, explica que os números de suicídio no Brasil já são alarmantes, por isso o Instituto tem se preocupado em trabalhar esse tema como forma de prevenção. “O número de adolescentes com transtornos mentais cresce a cada ano. O número de tentativas de suicídio entre a população adolescente também é crescente. O suicídio já é considerado um problema de saúde pública aqui no Brasil. Os índices assustam, então a gente não pode fechar os olhos para isso. Queremos sair na frente trabalhando com prevenção nos campi”, disse.

 

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