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Campanha mundial passa a contar com adesão da Reitoria

Iniciativa da organização Plan International ocorre em diversos países e tem o objetivo de promover o empoderamento feminino
  • Augusto do Nascimento
  • publicado 14/10/2018 16h24
  • última modificação 14/10/2018 16h27

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Na semana em que ocorreu o Dia Internacional da Menina (11 de outubro), a Reitoria do IFMA participou pela primeira vez da campanha global #MeninasOcupam, promovida em diversos países pela organização não governamental (ONG) Plan International, com a proposta de estimular a participação feminina em cargos de liderança. Durante todo o dia 9 (terça-feira), as estudantes Esther dos Santos Lopes e Wilma Noeme dos Santos Amaral, do curso técnico em Agropecuária (forma integrada) do Campus Maracanã, acompanharam o reitor Roberto Brandão no exercício de suas atividades.

De acordo com Dayse Araújo Rocha, assistente social e diretora de Assuntos Estudantis da Pró-reitoria de Ensino (DAE/PROEN), a parceria com a Plan International se volta para o desenvolvimento do Projeto “Empodera IFMA”, que tem o objetivo de fortalecer o protagonismo feminino na defesa de seus direitos e no enfrentamento à violência, ao assédio e preconceito, existentes na sociedade e nas próprias instituições. A campanha busca marcar a passagem da data consagrada à menina, que foi instituída em 2011 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a fim de levantar o debate sobre os progressos na promoção dos direitos das meninas e mulheres adolescentes, bem como para se reconhecer a necessidade de ampliação de estratégias que busquem eliminar desigualdades de gênero em todo o mundo. Para Dayse Rocha, a iniciativa contribuiu para demonstrar o potencial das meninas no sentido de fortalecer o papel de protagonismo que as mulheres do IFMA podem ter.

A parceria com a ONG foi anunciada durante a reunião ordinária do Colégio de Dirigentes (COLDIR) do IFMA, ocorrida em agosto, no Campus Açailândia. Roberto Brandão destacou que a vivência das atividades institucionais pelas alunas durante a campanha #MeninasOcupam, a que ele se referiu como “um grande movimento”, perpassou as mais diversas esferas da função de reitor: despachos administrativos, questões burocráticas e político-sociais, eventos e agendas oficiais.

A gerente da Plan International em São Luís considerou que as meninas ainda encontram inúmeras barreiras que afetam seu desenvolvimento e situações de desvantagem em comparação aos homens, contando-se ainda diversas formas de violência, como o assédio. Diante disso, a ONG promove o engajamento de pessoas e parceiros (empresas, instituições e governos), a fim de sensibilizar a sociedade para essa causa. De acordo com ela, o trabalho com o Instituto propõe atender à necessidade de trabalhar mais fortemente e de forma duradoura as questões de gênero e os direitos das meninas nos campi, junto a professores, servidores administrativos e o próprio alunado. “A campanha #MeninasOcupam é uma forma de mostrar que as meninas podem ocupar qualquer espaço e fazer o que quiserem”, disse a gerente, ressaltando as desvantagens no mercado de trabalho, seja no valor da remuneração ou no quantitativo de pessoas que ocupam posições de liderança. Segundo ela, a educação é o caminho para se atingirem esses objetivos de empoderamento.

Esther Lopes e Wilma Amaral integram o projeto “Aprender sem Medo”, desenvolvido pela parceria do Instituto com a Plan International em São Luís, no campus onde estudam. Pela manhã, elas participaram do Seminário de Integração da Representação Estudantil do IFMA, no auditório da Reitoria, e à tarde permaneceram com o gestor no Gabinete institucional. Segundo Esther Lopes, a campanha propõe levantar a discussão sobre as desigualdades de gênero e as diversas formas de violência, física ou psicológica, sofridas diariamente pelas meninas. “Os meninos têm mais direitos que as meninas, e muitas vezes a voz das meninas não é ouvida como precisa ser”, disse a estudante, chamando a atenção para o longo processo histórico de conquistas de direitos pelas mulheres, mas que ainda existem preconceitos a ser superados.

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