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Comissões do PDI se encontram na Região dos Cocais

Plano de Desenvolvimento Institucional com vigência de 2019 a 2023 foi apresentado a servidores, estudantes e comunidade de seis unidades do Instituto
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 14/12/2018 19h07
  • última modificação 14/12/2018 19h12

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Com a proposta de ser uma construção coletiva, o novo Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) do IFMA, com vigência de cinco anos (2019 a 2023), vem sendo questão de intenso debate nos campi. Desde o início de novembro, integrantes da Comissão Central de elaboração e sistematização do documento vêm se reunindo com membros das instâncias locais e as comunidades (servidores, alunos e público externo) das unidades descentralizadas, a fim de apresentar o planejamento da instituição para o próximo quinquênio. As reuniões já ocorreram em 22 campi, segundo cronograma realizado na Ilha de São Luís, nas regiões Sul e Sudoeste maranhense. Na semana de 3 a 7 de novembro, as unidades do Instituto em Timon, Coelho Neto, Caxias, Codó, Zé Doca, Santa Inês e Bacabal foram os locais dos encontros.

Ao iniciar o ciclo de reuniões, no auditório do Campus Timon, Carlos César Teixeira Ferreira, da Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (PROPLADI), apontou como fator positivo a construção coletiva do PDI 2019-2023, tanto na abrangência sistêmica quanto no contexto local dos campi, envolvendo contribuições de servidores técnicos, corpos docente e discente, público externo. Além disso, o pró-reitor observou que a nova edição do Plano incorporou a experiência do Planejamento Estratégico do IFMA, iniciado em 2016, que também percorreu e engajou as comunidades de todas as unidades do Instituto. No último dia 11 (terça-feira), ocorreu o lançamento do Plano Estratégico Institucional 2016-2020, que traça processos e projetos estratégicos para a concretização da visão do Instituto. Entretanto, Carlos César Ferreira enfatizou que, apesar de haver certa confusão de serem a mesma ferramenta de gestão, o PDI e o Planejamento Estratégico são complementares, e segundo ele o IFMA, ao trabalhar baseado nessa distinção, vem se destacando junto às instituições que integram a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (dentre as quais, os institutos federais de todo o país) e ao Ministério da Educação (MEC).

Campus Timon

O pró-reitor preside a Comissão Central do PDI 2019-2023, e ponderou outro fator positivo do documento em fase de sistematização, em vista do Planejamento Estratégico. De acordo com ele, as ações planejadas nos PDI anteriores encontravam dificuldades para se concretizarem, em grande parte por falta de recursos para sua execução. Para o próximo quinquênio, contudo, o Instituto contará com orçamento próprio para os projetos estratégicos que vão oportunizar o alcance das metas traçadas. Com isso, o documento reforçará seu papel nos processos de credenciamento e recredenciamento do IFMA como instituição de ensino superior (IES), assim como na avaliação dos cursos de graduação, por avaliadores do Instituto de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), vinculado ao MEC. Carlos César Ferreira informou que as avaliações institucionais se orientam por três dimensões: qualificação de professores; infraestrutura, ressaltando-se os planos de acessibilidade; e os projetos dos cursos.

A economista Silvana Maria Ribeiro Pereira, que integra a Comissão Central como representante da Procuradoria Jurídica (PROJUR) da Reitoria, considerou que a organização do trabalho de elaboração do PDI 2019-2023 em comissões específicas para a coleta de dados sistêmicos do IFMA e informações pertinentes a cada campus, corresponde à estrutura organizacional do Instituto, que agrega a Reitoria e a composição multicampi. Ela ressaltou que as diretrizes previstas no planejamento se orientam pela missão institucional de ofertar educação de qualidade, e ainda devem levar em conta a responsabilidade de investir recursos públicos. Além do Planejamento Estratégico, Silvana Ribeiro destacou que o PDI abrange o Projeto Pedagógico Institucional (PPI), instrumento de natureza filosófica, política e teórico-metodológica que norteia a prática pedagógica da instituição, articulando as dimensões de ensino, pesquisa e extensão.

Uma vez que os planos apresentados pelas comissões locais envolviam sobremaneira a oferta de cursos, a pedagoga Christianne de Jesus Rosa, representando a Pró-reitoria de Ensino (PROEN) na Comissão Central, informou aos participantes dos encontros quanto aos procedimentos para a criação e reformulação de cursos pelos campi. Segundo ela, a estrutura da PROEN conta com departamentos voltados especificamente ao ensino técnico de nível médio (DETEC) e à educação superior (DESUP), nos quais transitam os respectivos planos de cursos. Os estudos técnicos são condizentes com os arranjos produtivos locais (APL), envolvendo as características socioeconômicas e culturais das regiões onde estão instaladas as unidades do Instituto. Por sua vez, os planos do ensino superior (bacharelado e tecnólogo), além de concordar com esses arranjos, privilegiam a verticalização em relação às áreas de conhecimento dos cursos técnicos, de forma que, a exemplo de um campus com vocação agrária, em cada nível educacional a oferta de cursos se enquadra nesse mesmo eixo tecnológico. Ainda sobre a graduação, Christianne Rosa ressaltou a oferta de licenciaturas (prioritária nos institutos federais, conforme legislação), voltadas para a formação de professores da educação básica. Outro aspecto decisivo na aprovação dos cursos, conforme a pedagoga, é a observância às diretrizes curriculares próprias de cada curso e ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), instituído pela Lei N° 10.861/2004. Ela explicou que nesse processo a PROEN atua como órgão consultor, orientando os setores responsáveis nos campi quanto à coerência dos planos de cursos, e sugerindo adequações pertinentes em atendimento ao que prevê a lei, antes das propostas serem submetidas à aprovação do CONSUP.

A presidente da Comissão Própria de Avaliação (CPA), professora Laurinda Siqueira, destacou que o PDI 2019-2023 traz como novidade o programa de avaliação integrada, o qual articula três grandes processos avaliativos internos do IFMA. O primeiro corresponde à avaliação dos setores da instituição, com base em relatórios elaborados anualmente por cada um deles, a fim de avaliar o desempenho setorial. Outro grande processo se debruça sobre os documentos institucionais, como é o caso do próprio PDI, a partir dos quais se avaliam periodicamente eventuais alterações a serem feitas. Segundo a docente, a auto-avaliação institucional compõe o terceiro vértice da tríade avaliativa, que conta com a atuação mais direta da CPA e serve de referência para os atos regulatórios dos avaliadores do MEC, ao visitarem as instituições. Laurinda Siqueira considerou bem-sucedido o acesso das comunidades do IFMA à auto-avaliação disponibilizada no Sistema Unificado de Administração Pública (SUAP), com a participação de todas as 29 unidades descentralizadas. Segundo ela, a CPA não tem papel de fiscalização, mas de acompanhamento dos processos de avaliação e identificação de pontos de melhoria para fins de avaliação.

Campus Coelho Neto

No Campus Coelho Neto, a realização das ações previstas no PDI vai contar com a peculiaridade de mudança da gestão, pois no próximo dia 18 (terça-feira) o administrador Arcenildo da Silva Nascimento irá transmitir o cargo de diretor-geral, que ocupa atualmente, para o docente Anderson Oliveira da Silva (Educação Física), vencedor da eleição local em setembro. O futuro gestor destacou que a colaboração da comunidade para a construção do Plano, que configura a própria identidade da instituição, é comprometida quando não existe um conhecimento sobre o papel e objetivos do documento. “Tão importante quanto planejar, é conhecer o planejamento, e através do PDI vamos estruturar nossa instituição em diversos aspectos”, disse Anderson da Silva, concluindo que, ao ser informado sobre o propósito desse trabalho, o quadro de servidores cria um pertencimento que repercutirá na melhor oferta de educação de qualidade.

Sobre o documento que deixa como legado de gestão, Arcenildo do Nascimento considerou que a construção do PDI no contexto local recebeu propostas da comunidade, além de contar com a experiência e qualificação da equipe engajada anteriormente no processo de planejamento estratégico. Avaliando os seis anos em que esteve no Campus Coelho Neto, contribuindo com a instalação da unidade e o aumento do número de servidores (técnicos e docentes) e alunos matriculados, o administrador destacou positivamente a continuidade das ações em desenvolvimento e a execução do que está programado no Plano pela próxima gestão.

Campus Caxias

Outro ponto de destaque nos encontros para a apresentação do PDI 2019-2023 às comunidades foi a participação de representantes do poder público. No Campus Caxias, o prefeito Fabio José Gentil Pereira Rosa disse que a participação da gestão municipal na construção do documento estreitou ainda mais a parceria com o campus do IFMA na cidade. Ele considerou ainda que o Instituto é responsável pela qualificação não apenas dos jovens caxienses, mas de outros municípios próximos, como São João do Sóter. No âmbito do Poder Legislativo, a deputada estadual eleita Cleide Coutinho observou a necessidade de agentes do poder público terem compreensão do PDI e valorizarem o esforço empreendido para sua construção, a fim de melhor poderem trabalhar para a solução de problemas do município e regionais.

Campus Codó

“Toda ação institucional tem que ser planejada”, observou Wady Lima Castro Júnior, diretor-geral do Campus Codó. Sobre o novo PDI, o gestor ressaltou que, em comparação com os Planos anteriores, a atual metodologia de trabalho, contemplando as atividades das comissões Central e locais, a criação de página na internet e de grupos em aplicativos digitais, dentre outros recursos, favoreceu a comunicação entre os envolvidos no processo de coleta de dados e sistematização das ações planejadas. Para Wady Castro Júnior, esse aspecto demonstra a maturidade da instituição, a partir de experiências bem-sucedidas de gestão, como o Planejamento Estratégico.

Campus Zé Doca

Os estudantes também se fizeram presentes na construção do PDI e nos encontros para a apresentação do documento. No Campus Zé Doca, houve a participação de representantes discentes tanto do ensino médio quanto do superior. Presidente do Centro Acadêmico Nilo Peçanha, Anne Jéssica Batista Rodrigues faz o 6º período de Tecnologia de Alimentos, e compôs a Comissão Local para a elaboração do Plano no campus. Para a líder discente, o processo de levantamento e sistematização de informações para a definição de metas a serem alcançadas nos próximos anos deixou muito definidos os eixos tecnológicos em que se baseiam os cursos ofertados. “É importante ter a presença dos alunos também, porque quem convive na sala e nos laboratórios somos nós, mais do que os gestores”, disse a estudante, que considerou primordial e necessária a contribuição do alunado para o planejamento da instituição. E resumiu seu ponto de vista: “É o nosso futuro, onde queremos chegar. E é a partir do planejamento que vamos aprender a caminhar do modo correto”.

José Victor Silva e Silva está no segundo ano do curso Técnico em Biocombustíveis, e preside o Grêmio Timóteo Ferreira, no Campus Zé Doca. Ele observou a importância de a reunião entre as duas comissões (Central e Local) – diretamente envolvidas na construção do PDI – ter ocorrido em contato com a comunidade, o que permite o diálogo entre o corpo discente e a alta gestão do Instituto, sem mediação dos gestores locais. “Quando a Reitoria vem para o campus, temos a oportunidade de conversar, de externar nossas opiniões e saber quais são os ideais do IFMA”, argumentou o líder estudantil, observando a relevância de o corpo discente organizar uma representação que leve os anseios e demandas do conjunto de alunos às outras esferas que compõem o Instituto.

Campus Santa Inês

No Campus Santa Inês, o diretor-geral Aristóteles de Almeida Lacerda Neto enfatizou o trabalho em equipe em todas as etapas de elaboração do PDI, tendo como principal motivação a oportunidade de intervir na realidade e garantir o aprendizado dos alunos. A apresentação do planejamento da unidade contemplou o resultado de consulta pública junto à comunidade para obter contribuições ao Plano de servidores, alunos e público estra-escolar, revelando que os estudantes tiveram expressiva participação no processo. “Buscamos um canal de comunicação para dar embasamento ao nosso planejamento”, disse a pedagoga Elicia Thanes Silva Sodré de França, da comissão local de elaboração do documento. Ela explicou ainda que o planejamento enfatizou a articulação de projetos de pesquisa com as dimensões do ensino e extensão, voltando-se para os arranjos produtivos locais.

Campus Bacabal

Maron Stanley Silva Oliveira Gomes, diretor-geral do Campus Bacabal, ponderou que o PDI apresenta a consolidação do trabalho de planejamento voltado para os próximos cinco anos, mas a mobilização dos servidores com esse propósito vem desde o ano anterior, ao programarem a oferta de cursos, os projetos e processos a serem desenvolvidos. O gestor observou que a comissão local procurou elaborar um plano realista, no sentido de se incluírem ações que pudessem ser realizadas no período de vigência do Plano, de acordo com as limitações estruturais e orçamentárias da unidade.

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