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Professora desenvolve tratamento inovador para feridas de pele

A pesquisa deve diminuir os custos nesse tipo de tratamento e envolve professores do IFMA, da UFMA e da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (Portugal).
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 11/02/2019 12h31
  • última modificação 11/02/2019 12h45

O projeto reúne uma equipe multidisciplinar do Brasil e de Portugal.

Um tratamento inovador e mais econômico para o tratamento de feridas de pele provocadas pela diminuição de circulação sanguínea, denominadas úlceras de pressão, está sendo desenvolvido por professores do IFMA, da UFMA e da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC). A equipe, coordenada pela professora do IFMA Campus Imperatriz, Ana Angélica Macedo, esteve reunida em Coimbra até o dia 7 de fevereiro para realizar as primeiras análises laboratoriais. O projeto “Preparação e Caracterização de Hidrocolóide obtido a partir de Galactomanana Reticulada para Aplicações em Úlceras de Pressão” foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão (FAPEMA) e será desenvolvido até junho de 2020.

As úlceras de pressão são habitualmente tratadas com hidrocolóides – pensos que fazem a regeneração da pele e que são produzidos com “material de alto custo”, explicou Ana Angélica Macedo. O objetivo do consórcio luso-brasileiro é, portanto, encontrar uma solução mais econômica por meio da extração de polissacarídeo da semente Adenanthera pavonina L., acrescentou a pesquisadora do IFMA. Só no final da investigação será possível quantificar a economia que este método pode representar, mas a utilização de “material vegetal biodegradável, abundante e de baixo custo” permite antecipar que os custos de produção serão reduzidos comparativamente aos métodos existentes. “O objetivo principal, é que, no final, tenhamos um produto inovador e eficaz para úlceras de pressão para patentear e comercializar”, informou Ana Angélica Macêdo.

“Complementado os recursos existentes nas diferentes instituições de ensino superior, a investigação é mais célere e produtiva”, afirmou o professor Fernando Mendes da ESTeSC, justificando assim a parceria Brasil-Portugal. Este consórcio “carateriza bem a investigação científica nos dias de hoje: multidisciplinar e transnacional, com diferentes conhecimentos, competências e aptidões a trabalharem em conjunto para encontrar soluções para problemas na área da saúde, e com forte impacto no individuo e na sociedade”, complementou.

A pesquisa reúne uma equipe de especialistas multidisciplinar, composta por três professores brasileiros (Ana Angélica Macedo e Rafael Mendonça de Almeida, do IFMA, e Cléber Cândido Silva, da UFMA,), cinco estudantes bolsistas, sendo três deles do Maranhão (Gabriel Sá de Sena e Lucas Ribeiro de Sousa, do IFMA, e Romicy Dermondes Souza, da UFMA), além de quatro professores da ESTeSC: Ana Paula Fonseca e Jorge Balteiro (Departamento de Farmácia), Fernando Mendes (Ciências Biomédicas Laboratoriais) e Filipe Amaral (Ciências Complementares).

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