Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
  • Acessibilidade
  • Alto Contraste
  • Mapa do Site
  • PortugueseEnglishSpanishChinese (Simplified)FrenchGermanItalian
Página Inicial > Notícias > IFMA promove discussões sobre a discriminação racial
Início do conteúdo da página Notícias

IFMA promove discussões sobre a discriminação racial

Roda de diálogo promovida pelo Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indiodescendentes fez alusão ao Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial, instituído pela ONU
  • Cláudio Moraes
  • publicado 27/03/2019 17h46
  • última modificação 28/03/2019 08h24

Imprimir

O IFMA Campus São Luís Maracanã realizou uma roda de diálogo, no dia 21/03, alusiva ao Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial.

 

A ação foi organizada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-brasileiros e Indígenas do IFMA (certificado pela CAPES) no âmbito do Plano de Ação/2019.

O evento abordou os seguintes temas:

– “Práticas coletivas para a preservação dos bens ambientais naturais e culturais”, com exposição de Cecília Borges, professora de Direito do IFMA Campus Maracanã,

– “Brasil e o preconceito racial nas dimensões sociais das relações de gênero”, com Lúcia Gato, professora, atriz e militante do Grupo de Mulheres Negras Mãe Andresa,

– “Os direitos humanos, políticas públicas e fraternidade”, com Batista Botelho, chefe do departamento de Direitos Humanos e Inclusão Social da pró-reitoria de Ensino do IFMA,

– “A contribuição da legislação para o combate ao racismo institucional”,  com Ângela Rego, subchefe da procuradoria federal do IFMA.

 

 

O evento também contou com a apresentação  do Grupo de Teatro “Anônimos”, da banda musical Encarte do Campus Maracanã e tambor de crioula.

 

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em sua mais recente resolução sobre a eliminação do racismo, a reiterou que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos e têm o potencial de contribuir construtivamente para o desenvolvimento e o bem-estar de suas sociedades. De acordo com a ONU, “movimentos extremistas racistas baseados em ideologias que buscam promover agendas populistas e nacionalistas estão se espalhando em várias partes do mundo, alimentando o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e a intolerância correlata, muitas vezes visando migrantes e refugiados, bem como pessoas afrodescendentes. ”

 

O NEABI

O Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indiodescendentes  (NEABI) do IFMA foi oficialmente instituído pela resolução nº 08/2010 do Conselho Superior (CONSUP) com o objetivo geral de executar práticas pedagógicas voltadas ao estudo da diversidade étnico-racial, nas atividades de pesquisa, ensino e extensão. A meta é contemplar o IFMA com a aplicação das leis nºs 10.639/2003 e 11.645/2008 que tornam obrigatória no currículo da rede de ensino a inclusão da temática “História e cultura afro-brasileira e indígena”.

Em sua estrutura, o NEABI Central é composto por representantes dos campi e coordena as ações em dimensão sistêmica. Ele articula, ainda, as instâncias descentralizadas nos campi (NEABI’s locais), estimulando a participação de professores e estudantes.

Além de pesquisas sobre a história e a constituição das comunidades indígenas e de origem afro-brasileira, o núcleo constitui frentes de estudos e promove eventos como seminários e congressos. Confira a revisa Neabi em foco: diálogo sobre as diversidades no IFMA.

 

EM 2016, o IFMA sediou Encontro Nacional de NEAB’s, NEABI’s e Grupos Correlatos (II ENNEABI), em São Luís (Campus Monte Castelo), com coordenadores de instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, a qual abrange os institutos federais de todo o país.

 

O evento discutiu a institucionalização dos preceitos legais quanto à educação para as relações étnico raciais, a partir de ações de ensino, pesquisa, extensão e inovação no âmbito da Rede, de forma a viabilizar o questionamento e a desconstrução da narrativa da história oficial, bem como “descolonizar” os currículos da lógica etnocêntrica europeia e a disseminação do conhecimento produzido por pesquisadores africanos.

 

Dia Internacional de Combate ao Racismo

O Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial (21 de março) é um marco na batalha pelas conquistas de direitos sociais para a população negra. A celebração foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em memória às 69 vítimas fatais do “Massacre de Sharpeville”, ocorrido em 1966, na África do Sul. Em meio ao apartheid, 20 mil pessoas negras protestavam pacificamente contra a instituição da Lei do Passe, que previa a obrigatoriedade de negros portarem cartões de identificação nos quais constavam os locais em que eles poderiam ingressar. Tropas do exército local começaram a atirar contra os manifestantes e 186 pessoas ficaram feridas.

Além do respeito à memória das vítimas do massacre, a data é um marco na luta da comunidade negra contra o racismo estrutural e a discriminação. No Brasil, a data marca os 41 anos de atuação do movimento negro, que obteve conquistas significativas. Alguns exemplos são a luta pela inclusão de pautas fundamentais na Assembleia Nacional Constituinte, em 1988, com destaque para a criminalização do racismo; a rememorização do tricentenário de morte de Zumbi dos Palmares, em 1995 e a adoção de políticas públicas para ao ingresso de jovens negros na universidade, com destaque para a criação de cotas raciais.

registrado em:
Assunto(s): ensino , Luta , NEABI , Onu , Preconceito racial
Fim do conteúdo da página