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I Encontro de Design do IFMA simboliza esforço coletivo na área  

O Instituto Federal do Maranhão oferta cursos na área de design nos campi Monte Castelo, Centro Histórico, São José de Ribamar e São João dos Patos.
  • Com texto e fotos, por Miguel Ahid.
  • publicado 23/04/2019 20h39
  • última modificação 24/04/2019 11h20

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Terça, 23 de abril.  O auditório do Cineteatro Viriato Corrêia do Campus Monte Castelo entrou para história do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), dessa vez, como palco da cerimônia de abertura do I Encontro de Design do IFMA, iniciativa inédita e que representa o esforço conjunto de vários campi com cursos nessa área.

A escolha do tema “Raízes: o valor da identidade” evidencia a sensibilidade da coordenação geral do evento, no sentido de valorizar a produção local, além de agregar valor imaterial a ela. O encontro tem vasta programação até sexta-feira, 26 de abril, quando acontece a vernissage dos trabalhos, na Galeria CRA do Campus Centro Histórico.

Na cerimônia, o diretor executivo do IFMA, e representado o reitor, professor Agenor Almeida Filho, declarou aberto as ações e desejou boas-vindas a todos.

Logo em seguida, a coordenadora do encontro e professora do curso de Design do Campus Monte Castelo, Camila Andrade, lembrou que o primeiro curso na área de design na instituição completa este ano vinte e nove anos de existência. Ela refere-se ao curso técnico ofertado no seu campus.

“O instituto acompanhou a evolução do design, principalmente com a expansão da Rede Federal. Outros cursos na área foram abertos tanto no interior do estado (Campus São João dos Patos) quanto na capital (Campus Centro Histórico e Campus São José de Ribamar)”, destacou ainda.

O encontro de design coloca em evidência a produção dos alunos orientados pelos professores do instituto e representa uma união de forças da área, uma maneira de juntar esses cursos que o Instituto Federal do Maranhão oferece hoje.

Para o diretor de Desenvolvimento Educacional do Campus Monte Castelo, Alberico Nascimento (em exercício da direção geral), o curso de design representa o que é o IFMA. “Eu concebo o design como inovação, criação, idealização. Acho que somos isso enquanto instituto. Uma casa de pensamentos críticos, vemos a vida sob uma perspectiva diferenciada.”

Alberico Nascimento revelou (em primeira mão!) como diretor de Ensino Superior que, em breve, o Campus Monte Castelo poderá ganhar o curso de Bacharel em Design de Ambientes. “Vocês, alunos, assim, terão a oportunidade de vivenciar uma das principais funções dos institutos federais, que é a verticalização”, ressaltou.

“Esse ano, nós comemoramos os 100 anos da Bauhaus, a lendária escola de design que articulava os conhecimentos entre os artistas, artesãos, arquitetos, desenhistas, deixando a forma seguir o pensamento”, disse a professora Renata Vasconcelos, representando o diretor-geral do Campus Centro Histórico, e que também compôs a mesa de abertura do evento.

A Bauhaus foi fechada em 1933 pelo governo nazista. “A história do design nos ensina e nos inspira”, disse Renata, além reforçar a importância da articulação entre a profissão e a educação. “E nós, assim como a Bauhaus, somos a educação profissional: no design, produção cultural e na arte”, pontuou.

A abertura também teve apresentação musical com a orquestra Figuras Harmônicas e o Coral Enarmônicos do Campus Monte Castelo, sob a regência do professor Salviano Abreu Neto.

 

Palestrante – O professor do curso de Design da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da pós-graduação em Design Editorial do Centro Universitário 7 de Setembro – Uni7 (Fortaleza), Leonardo Buggy, abriu o ciclo de palestras da programação, ao explorar o assunto “O Mecotipo” (já falaremos sobre isso).

Buggy iniciou cedo como designer e já aos 15 anos teve seu primeiro trabalho profissional remunerado. “Design para mim é muito mais que uma profissão. É uma maneira de enxergar o mundo. Quero conduzir as pessoas a experiências coletivas”, filosofa.

O professor, hoje com 43 anos, já fez um pouco de tudo. Descobriu muito cedo que a tipografia, área a qual mais se dedica, funcionava (e funciona) muito bem dentro dessa maneira de ver o mundo e como uma ótima lente.

A tipografia, explica Buggy, “é uma maneira de se ver, inclusive o design de produtos, que é próprio do universo do design”. Essa foi sua primeira vez no IFMA, mas já esteve em São Luís outras ocasiões. “Tenho amigos queridos aqui, familiares. Essa é a primeira vez que tenho oportunidade de falar para um público tão novo, e que já se envolve com design no mesmo tempo em que eu comecei a me envolver”.

Em sua palestra, o professor Leonardo contou em detalhes (detalhes mesmo!) como foi todo o processo de editoração e impressão do seu primeiro livro, “O Mecotipo”, objeto da sua tese de mestrado (2007), publicado naquele ano de forma independente.

O Mecotipo, Método de Ensino de Desenho Coletivo de Caracteres Tipográficos, foi o primeiro método de ensino de desenho tipográfico genuinamente brasileiro que traduz o espírito colaborativo do nosso design.

A obra apresenta um método de trabalho, um sistema de avaliação para aferir o sucesso de seus resultados e um farto material com várias informações fundamentais para quem deseja começar a projetar fontes.

Vencedor de vária premiações, o livro comemorou ano passado dez anos do seu lançamento e, em 2019, ganha sua segunda edição, agora ampliada. Ela foi feita de forma conjunta por duas editoras, a Estereográfica, de Brasília, considerada hoje a principal editora tipográfica do Brasil, e a Editora Serifa Fina, do Recife (PE).

“Quero demonstrar, na verdade, como uma paixão por uma área pode se transformar em um belo oficio, de você viver de uma maneira produtiva na sociedade. Vamos tentar “levar” a nossa fala por esses caminhos”, revelou ele a esse repórter, um pouco antes de iniciar a palestra.

Buggy não sabe, mas ele conseguiu. As palmas da plateia homologam essa constatação. E nós também.

Acompanhe toda a programação do evento no site oficial.

Galeria de fotos:

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