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Professores do Maracanã revisam currículos de Agropecuária, Agroindústria e Aquicultura

  • Romulo Gomes
  • publicado 16/08/2019 18h31
  • última modificação 16/08/2019 18h33
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Foram três dias de trabalho intenso, entre segunda (12) e quarta-feira (14), para a revisão das matrizes curriculares de referência dos cursos de Agropecuária, Agroindústria e Aquicultura. Professores da formação básica geral e da formação técnica, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) – Campus São Luís Maracanã, discutiram e construíram, coletivamente, diretrizes que servirão para toda a instituição. A revisão dos currículos está sendo conduzida pela Pró-Reitoria de Ensino (PROEN), com foco principal na modalidade integrada.

“Quando analisávamos os planos de cursos técnicos integrados do Instituto Federal do Maranhão, tínhamos, em sua imensa maioria, apenas a justaposição da formação geral com uma habilitação técnica. Na prática, esses projetos não eram verdadeiramente integrados. Existem ações exitosas em determinadas áreas, mas estão mais ligadas à amizade de um professor com outro e não à proposta dos planos de curso”, diagnosticou a pró-reitora de Ensino, Ximena Paula Bandeira.

Em cursos da modalidade integrada, essa articulação entre formação técnica e formação básica precisa acontecer no dia a dia, o que requerer um planejamento coletivo das atividades. Um dos exercícios feitos pelos professores foi o de procurar as grandes áreas de integração entre os mais diversos componentes curriculares. “A integração vai de fato ocorrer no momento em que o aluno conseguir compreender, fazer a sintonia e relacionar que aquilo que ele estuda na formação técnica está intrinsecamente ligado àquilo que ele estuda na parte conceitual da formação geral”, explicou a pedagoga Cledes Fernanda, chefe do Departamento de Ensino do Campus Maracanã.

Como isso acontece na prática? Por exemplo, durante as reuniões do grupo de trabalho do Curso de Aquicultura, foi observado que há uma exigência muito grande de conhecimentos das disciplinas de Biologia, Química e Física. Os professores dessas áreas podem fazer um projeto integrador em conjunto, como uma visita técnica ou uma atividade de extensão, trabalhando os diversos conteúdos. “Assim, o estudante pode ressignificar seu conhecimento. Antes, ele poderia não saber qual era a aplicabilidade do que aprendia, mas essa abordagem integrada vai facilitar para que ele compreenda que esse conteúdo é importante para quando for desenvolver uma parte prática do curso”, destacou Cledes.

Formação humana integral

As novas matrizes curriculares de referência do IFMA mantêm o entendimento de que é necessária a defesa de uma formação humana integral. Com a reforma do Ensino Médio, componentes como as disciplinas de Sociologia e Filosofia passaram a não ser mais obrigatórias. No instituto, a postura será diferente. “Há uma defesa institucional para que essas disciplinas permaneçam como componentes curriculares obrigatórios. Nesse sentido, a construção da matriz de referência é também uma defesa aos valores em que acreditamos enquanto instituição”, garantiu a pró-reitora.

Experiência do Maracanã

No Campus Maracanã, o currículo integrado foi discutido, ainda na primeira década dos anos 2000, quando foram implantados os cursos do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica, na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja). O campus investiu em formações, possibilitando que diversos professores fizeram especializações e se preparassem para esse trabalho de forma mais específica.

Também já estava em andamento um grupo de trabalho do Curso de Agroindústria, que passou a se reunir, semanalmente, para estudar as diretrizes e resoluções da educação profissional. O objetivo era propor alterações nos nossos planos de curso, pensando maneiras de tornar os cursos o mais interdisciplinares. Esse acúmulo de estudos ajudou nos três dias de trabalho com a equipe da Proen. Desse GT, também foi indicada a professora Carmozene Santos para compor a comissão central.

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