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Dia Internacional da Menina: alunas do IFMA ocupam Casa da Mulher Brasileira

Na CMB, meninas assumem a diretoria da Casa e chefia do Departamento de Feminicídio do Maranhão.
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 14/10/2019 10h58
  • última modificação 15/10/2019 09h00

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Diretora da Casa da Mulher Brasileira, Susan Lucena e a aluna do IFMA, Amanda Gabriela Silva

Amanda Gabriela Santos Silva e Emily Tavares Barroso, alunas do Instituto Federal do Maranhão – Campus São José de Ribamar – assumiram, na última sexta-feira, 11 de outubro, o protagonismo dentro da Casa da Mulher Brasileira, espaço público, localizado na capital São Luís, que concentra serviços especializados e multidisciplinares para o atendimento às mulheres em situação de violência, previsto na Lei Maria da Penha.

A ação faz parte das diversas atividades promovidas pelo IFMA nos campi em parceria com a organização não governamental (ONG) Plan International, com a proposta de estimular a participação feminina em cargos de liderança.

Em 2010, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 11 de outubro como o Dia Internacional da Menina, data em que se reconhece a necessidade de ampliação das estratégias para eliminar as desigualdades de gênero em todo o mundo. Durante este mês de outubro algumas alunas do IFMA participam do movimento #meninasocupam, que realiza ocupações nos espaços de tomada de decisão em empresas, organizações e instituições governamentais.

Na Casa da Mulher Brasileira, as estudantes do curso técnico em Informática para Internet, foram acolhidas pela diretora da Casa, Susan Lucena, e pela delegada de Polícia, Viviane Teixeira Mota Fontenele, chefe do Departamento de Feminicídio do Maranhão. Simbolicamente, ao ocuparem os postos das anfitriãs, expressaram suas preocupações com as desigualdades de gênero e violência contra a mulher.

“Sabemos que nossa sociedade tem um pensamento arcaico e machista que perpassa gerações”, diz Emily Barroso, que exerceu a função de chefe do Departamento de Feminicídio. Ela justifica que menino é incentivado a ocupar cargos de liderança e a trabalhar fora, enquanto menina fica em casa e auxilia a mãe nos afazeres domésticos ou a cuidar do irmão mais novo. “Então eu acredito que ocupar demonstra que temos as mesmas capacidades que os homens têm de atingir espaços de liderança. Sinto-me lisonjeada por estar aqui, ocupar este cargo e mostrar para a sociedade que temos força, voz e lutamos por igualdade, acima de tudo”.

Emily Barroso, ao ocupar o Departamento de Feminicídio, auxilia na elaboração de relatórios

Segundo Viviane Fontenele, as meninas chegaram na CMB no auge da terceira Semana Estadual de Combate ao Feminicídio, que conta com a participação de todos os órgãos que compõem a organização da Casa e auxiliam no enfrentamento à violência contra a mulher, entre eles, Defensoria Pública, Ministério Público, Delegacia da Mulher e Patrulha Maria da Penha.

Ela explica que o Departamento de Feminicídio tem como principal atividade a investigação de crimes de morte violenta contra mulheres. “Aqui nós fazemos todos os procedimentos e etapas de investigação até a conclusão”. No início das atividades, já na posição da delegada, Emily auxiliou na conclusão de um relatório que iria ser anexado a um inquérito policial e encaminhado à Justiça.

Ao apreciar o movimento Meninas Ocupam, a delegada diz que é uma atitude de excelência, visto que predetermina que elas podem competir equitativamente no mercado de trabalho, em sua maioria ocupado por homens. “No futuro, espera-se esta integridade”, almeja Viviane Fontenele.

Amanda Gabriela, como diretora, atenta às informações sobre a estrutura da Casa

O discurso de Amanda Gabriela Silva, a Gabi, revelou transformação. Sentada na cadeira da Direção da Casa da Mulher Brasileira, ela diz que ainda se sente uma menina. “Porque para sermos mulheres, com características adultas, é preciso, antes, sermos meninas, passar por mudanças. Por isso é tão importante nosso dia hoje”. Ao reconhecer a importância da CMB informa que infelizmente a Casa não existe em todas as capitais. “Considero isso lamentável em meio ao crescimento de feminicídio nos últimos anos”.

Amanda foi conduzida às dependências da Casa, estruturada em espaços de alojamentos, alimentação, guarda, avaliação de riscos – ambientes que oferecem diversos serviços para facilitar as condições de enfrentamento da violência. Na sala da Direção conheceu a agenda com as pautas do dia e foi apresentada à equipe de profissionais, formada por bibliotecária, psicóloga, assistente social, recepcionista, dentre outras que acompanham o dia-a-dia do lugar.

“Ocupar espaços de poder e decisão na sociedade fará com que estas meninas tenham plena certeza de que elas podem o que quiseram. Com essa perspectiva, irão transformar a sociedade em um universo de iguais”, avaliou Susan Lucena.

Fortalecendo capacidades

A psicóloga da Reitoria do IFMA, Renata Trovão, explica que as alunas, antes de marcarem presença nestes órgãos, são preparadas para lidar com as realidades que eles oferecem, de modo que não estejam ali apenas para ocupar. “Elas podem acrescentar, ser ouvidas e contribuir com as decisões, conforme suas experiências de meninas”, afirma, lembrando a parceria com a ONG Plan International para execução dos Projetos Empodera IFMA e Escola de Liderança para Meninas cujo objetivo é fortalecer o protagonismo feminino na defesa de seus direitos e no enfrentamento à violência, ao assédio e preconceito, existentes na sociedade e nas próprias instituições, bem como promover o fortalecimento das capacidades de liderança das meninas.

Fabiane Sereno, coordenadora de projetos da Plan, reforça que estes projetos oferecem uma base sólida e importante para o desenvolvimento da campanha, que é global, visto que a ONG está presente em 72 países. “O conteúdo repassado nos cursos reflete no comportamento de cada uma delas, revelando um potencial fantástico de liderança”, conclui.

Galeria de Imagens – Meninas Ocupam CMB

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