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Encontro de Arte do IFMA: cultura, criticidade e formação cidadã

Quinhentos estudantes de 26 campi apresentam o resultado de trabalhos desenvolvidos, ao longo do ano, em projetos de ensino, pesquisa e extensão
  • Reportagem e fotos: Cláudio Moraes
  • publicado 06/12/2019 13h24
  • última modificação 08/12/2019 18h53

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Exposições artísticas, fotografia, dança, teatro, declamações, artes visuais e música.

 

O 3º Encontro de Arte do Instituto Federal do Maranhão (ENARTE) é o coroamento dos trabalhos de ensino e de grupos de pesquisa coordenados por professores de diversas áreas em 26 campi da instituição. Com uma abordagem crítica, temas como violência, racismo e feminicídio, dentre outros, são abordados por cerca de 500 estudantes do ensino médio, da graduação e do Programa de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA) durante os dias 5 e 6 de dezembro, no IFMA Campus São Luís Monte Castelo.

A primeira apresentação do evento foi do coral “Enarmônicos” e da orquestra “Figuras Harmônicas”, do Campus Monte Castelo, formada por estudantes do IFMA, com idade entre 15 e 19 anos. Fundada em abril do ano passado pelo professor de música Salviano Abreu Neto, após o encerramento das disciplinas nas turmas dos cursos de Segurança do Trabalho, Eletromecânica e Eletrônica, o grupo conta hoje com mais de 40 participantes.

O Núcleo de Pesquisa e Práticas Teatrais Deux ex Machina, concebido, em 2017, por Leandro Lago, professor de Artes do IFMA Campus Bacabal, apresentou o espetáculo “Luto” na abertura do evento. “Falamos sobre a luta, o verbo lutar, do passado, das raízes brasileiras”, explicou Gabriel Pereira, 17, estudante do 3º ano do curso de Informática. Ele ingressou no grupo neste ano. “Entrar no grupo marcou a minha vida”, afirmou. “Estar aqui hoje é uma superação”, prosseguiu Gabriel.

 

“O 3º ENARTE marca a resistência do IFMA em não abrir mão de um evento dessa magnitude apesar das restrições orçamentárias e demonstra a capacidade e a qualidade de nossos alunos do ensino Técnico com formação cidadã”, frisou o reitor Roberto Brandão.

“Fechamos um ano com um evento que me enche de esperança, diante de um ano tão difícil, em que as humanidades, a arte e a cultura são atacadas”, expressou a pró-reitora de Ensino Ximena Maia.

“A adesão ao ENARTE é muito grande em todos os campi e o evento só está crescendo, a cada ano”, celebrou a chefe do Departamento Artístico-Cultural de Desporto e Lazer do IFMA, Mayara Anunciação. “

No evento, é patente a interdisciplinaridade e a arte realizada de forma pedagógica. “A gente busca trazer a arte como fator de reflexão, de pensamento crítico”, informou Dayse Araújo, assistente social que dirige a Diretoria de Assuntos Estudantis do IFMA.

 

Arte aborda inclusão, violência de gênero, educação, saúde 

A pedagoga Marly Costa, professora do curso de Licenciatura em Biologia em Barreirinhas, acompanhou, no evento, 11 estudantes do 5º período do curso, com idade entre 18 e 24 anos, com o musical “Incluir”. A proposta surgiu após a finalização da disciplina “Educação Especial”.

 

“Foi feita uma pesquisa nas escolas locais para verificar os tipos de deficiência que estão sendo atendidos nas escolas do município e qual o atendimento educacional especializado que é destinado a esses alunos”, apontou Marly. “O objetivo do musical é fazer a sensibilização de que todos têm direitos”, pontuou.

O IFMA Campus Codó está presente ao evento com 23 estudantes. Ana Layse da Silva, 16, do 3º ano do curso de Meio Ambiente, participa pela primeira vez do ENARTE. “Vamos apresentar um espetáculo teatral que fala sobre a violência contra a mulher”, informou. O espetáculo desenvolvido na disciplina de Artes é inspirado na dissertação de mestrado da professora de Filosofia do campus, Adriana Bezerra.

Raissa Costa, 17, do curso de Análises Químicas do IFMA Campus Zé Doca, participa do evento pela segunda vez. Ela integra o grupo de Teatro GEPAT Pessoas do campus. “Vamos abordar educação e saúde e mostrar a realidade do que acontece no dia a dia com essas questões”, sintetizou.

Luís da Costa Bezerra, do grupo de Estudos em Artes do IFMA Campus Açailândia, enfatizou que a arte é muito importante para o desenvolvimento humano. “Esse evento é uma forma de trocarmos conhecimento e crescermos intelectualmente”, frisou.

A coordenadora do grupo de pesquisa de teatro e música Mímesis do IFMA Campus Grajaú, Rafaela Guimarães, reconheceu o trabalho realizado pela reitoria com a concessão de bolsas para a execução dos projetos. “Isso possibilita o intercâmbio e a demonstração da força da arte desenvolvida com compromisso e seriedade”, assinalou.

 

O diretor geral do IFMA Campus Monte Castelo, Cláudio Leão Torres, recordou o impacto negativo do contingenciamento orçamentário. “Tivemos um ano de crise na educação brasileira e a realização desse evento demonstra o esforço de toda a estrutura organizacional do IFMA para que ele acontecesse”, ressaltou.

 

A diretora de Assuntos Estudantis do IFMA, Dayse Araújo, aponta a contribuição da arte para o processo de ensino. “Muitos alunos que estavam em processo de evasão e de adoecimento mental tem uma nova perspectiva a partir desse envolvimento com arte”, destacou Dayse.

 

O evento prossegue até a noite desta sexta-feira (06/12).

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