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日本で一週間: Otaku vai de Sakura Science !

Aprovado no Sakura Science High School Program, o estudante de 17 anos do IFMA Santa Inês, Robson do Nascimento, vivenciou uma imersão cultural e tecnológica no Japão
  • Cláudio Moraes. Fotos de arquivo pessoal.
  • publicado 20/12/2019 17h41
  • última modificação 22/12/2019 10h28

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Durante uma semana, o estudante do curso técnico em Eletroeletrônica do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Santa Inês, Robson Luna do Nascimento, desfrutou de uma imersão cultural, científica e tecnológica no Japão.

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Aprovado no Sakura Science High School Program (SAKURA SHSP), o estudante de 17 anos visitou museus, instituições científicas, universidades, escolas de ensino médio e templos antigos, na terra do sol nascente, no final de novembro. “Foi uma experiência foi muito boa, pois eu tive contato muito grande com a cultura japonesa e com o aspecto tecnológico e de Inovação”, afirmou Robson.

 

A seleção do Programa Sakura foi coordenada pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), em parceria com a Agência de Ciência e Tecnologia do Japão e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação (MEC).

 

Robson acompanhou atividades na Universidade Tsukuba (筑波大学) e na Universidade Metropolitana de Tokyo (東京都立大学) acompanhado por intercambistas da Colômbia, Índia, China, Tajiquistão e Quirguistão. Do Brasil, também participaram estudantes da Bahia, Acre, Roraima, Brasília, Goiás, Minas, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

 

O estudante maranhense participou ainda, de uma aula de Física, na escola de ensino médio Koishikawa, onde foi ciceroneado por estudantes japoneses que apresentaram as instalações da escola e trocaram informações.

 

Outras atividades das quais Robson participou foram realizadas em duas agências de exploração submarina e na Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA, 宇宙航空研究開発機構). “Conheci um submarino que consegue alcançar a 12 km profundidade, tivemos um diálogo sobre a pressão do fundo do mar e apreciamos um foguete com satélites em tamanho real”, relatou.

 

“Foi bem positivo e eu me senti bem próximo dos japoneses pois eles têm muito interesse na área tecnológica”, avaliou o estudante de Santa Inês que é aficcionado na área desde criança.

“Um estudante que vai para o Japão e para a Malásia já tem um diferencial e o domínio do inglês”, ressaltou a diretora de Relações Internacionais do IFMA, Virgínia Freire. “A internacionalização do IFMA é algo que acontece agora no presente e todos os campi devem estar conscientes”, prosseguiu. “Todos devem implantar os centros de idiomas pois os resultados tem se demonstrados riquíssimos”, assinalou. “Um estudante que vai ao exterior e tem uma experiência dessa nunca mais será o mesmo e as portas começam a se abrir ainda mais”, concluiu.

 

Harmonia entre tradição e tecnologia

Um dos aspectos que mais atraiu a atenção do estudante do IFMA foi a convivência harmônica entre o cultural, o religioso, a tecnologia e a inovação. “A gente sempre via tecnologia ao lado do cultural”, apontou. “A gente conseguia ver lá, em vários lugares, as casas de chás antigas, os telhados estilo oriental, os templos, tudo muito respeitado, mas, ao mesmo tempo, tinha também muito do tecnológico em toda esquina”, afirmou.

E o cultural e histórico, é claro, não poderiam ficar de fora dessa jornada cuja rotina diária se iniciava pontualmente às seis da matina, com atividades bem cronometradas. ‘Foi muito estranho, no início, conviver com os costumes japoneses, mas depois foi tudo muito tranquilo”, sintetizou. O Japão tem uma questão de respeito às regras. “Mesmo que a gente tivesse que atravessar a rua e ninguém visse um carro se aproximando, ninguém atravessava o sinal vermelho, tinha que esperar ele abrir”, admirou-se.

 

“A gente foi no templo do grande Buda que tem uma estátua de 13 metros”, relatou. Localizado na Templo Jourenji em Akatsuka, Itabashi, o monumento pesa 22 toneladas e é a 3ª maior estátua do país.

 

Outro templo visitado foi de Kotoku-in na cidade de Kamakura, a 60 km de Tóquio. A pequena cidade montanhosa à beira mar foi capital feudal do Japão entre 1.185 e 1.333. ‘Ela é repleta de construções antigas do Japão, com aqueles telhados bem do estilo oriental”, ressaltou.

Os intercambistas também conheceram o Museu da era Edo, antigo nome de Tóquio antes da revolução Meiji, em 1868.

Assumindo-se como otaku, Robson tentou ir à Akihabara, bairro famoso por seu comércio de animes. “Eu sempre fui fã de animes e mangás”, explicou. Mas no penúltimo dia, com um tempinho livre, foi ao shopping e se empolgou com as lojas de mangás e jogos. “Eu comprei sete mangás escritos em japonês e vou ler caso eu aprenda o idioma”, afirmou.

Mas essa possibilidade da leitura no idioma local é quase certa. “Pretendo fazer a minha graduação no Japão”, frizou Robson . “Até no passado eu pretendia cursar, no superior, Engenharia da Computação ou Engenharia de Controle de Automação”, afirmou. “ Só que, mais ou menos, da metade do ano passado eu comecei a participar de um projeto na área de mecânica, com veículos e me apaixonei”, frisou.  “Pretendo cursar Mecânica ou Automação, mas ainda estou meio na dúvida”, finalizou.

 

Quem é Robson ?

Robson mora com a mãe e irmã há 5 minutos do IFMA Santa Inês.

No Brasil, devora livros de mistério, de autores como Dan Brown, e aprecia pop, rap e clássicos do rock, como David Bowie e Queen. Ele se considera um otaku: um fã de animes, mangás e da cultura japonesa. Mas também é aficcionado por tecnologia, inovação e matemática.

“Quando eu comecei a ter aulas na área técnica, por causa do curso de Eletrônica,  eu me interessei muito, comecei a ter aulas de eletricidade, depois de eletrônica e eu já comecei a entrar em alguns projetos”, relatou. “Hoje, a coisa que eu mais amo, que eu sou mais conhecido no IFMA é pelas Olimpíadas de Matemática”, afirmou Robson.

O currículo do estudante é bem extenso, já tendo participado de outras competições nacionais e internacionais como:

Confira um fragmento dessa experiência no Japão na galeria de fotos:

 

 

 

 

 

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