Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
  • Acessibilidade
  • Alto Contraste
  • Mapa do Site
  • PortugueseEnglishSpanishChinese (Simplified)FrenchGermanItalian
Página Inicial > Notícias > IFMA Campus Caxias produz máscaras de proteção facial em ação de combate ao Covid-19
Início do conteúdo da página Notícias

IFMA Campus Caxias produz máscaras de proteção facial em ação de combate ao Covid-19

Todo o material será destinado de forma gratuita às unidades de saúde.  As primeiras doze unidades produzidas foram entregues à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caxias no sábado (28.03).
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 31/03/2020 18h04
  • última modificação 31/03/2020 18h04

Imprimir

Primeiro lote com doze unidades foi entregue no sábado (28.03) aos profissionais da UPA de Caxias.

Professores do Campus Caxias do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) estão produzindo máscaras de proteção facial não descartáveis para os profissionais de saúde que atuam na identificação e no tratamento de pacientes infectados com o novo Coronavírus, causador da doença Covid-19.  A iniciativa é dos professores Luis Fernando Maia Santos Silva e Ronilson Pinheiro da Silva, teve início na última sexta-feira (27.03) e ocorre no âmbito do projeto Fábrica de Inovação, com a produção sendo realizada por meio de uma impressora 3d. Também colabora nas atividades o professor João Porto, do Centro de Estudos Superiores de Caxias (CESC), da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Todo o material será destinado de forma gratuita às unidades de saúde.  As primeiras doze unidades produzidas foram entregues à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caxias no sábado (28.03).

Professores Luis Fernando e Ronilson Pinheiro coordenam projeto no Campus Caxias.

Conforme explica Luis Fernando, que é pesquisador das áreas realidade aumentada, interação e jogos persuasivos, a articulação entre os professores surgiu na internet, com o intuito de ajudar os profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate à COVID-19.  “Esta iniciativa está ocorrendo em todo o mundo, a partir da disponibilização do código aberto pela empresa Prusa”, disse Luis Fernando acrescentando que a empresa disponibilizou um passo a passo para produção de protetor facial para ser impresso em 3D. “O pessoal está se organizando em grupos e compartilhando informações. Nosso grupo iniciou os trabalhos com as atividades de montagens, ajustes de equipamentos e testes na produção do material”, destacou. 

Luis Fernando frisa que a produção segue os protocolos definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que autorizou, por meio de resolução, de forma extraordinária e temporária, a fabricação de dispositivos médicos identificados como prioritários para uso em serviços de saúde, em virtude da emergência de saúde pública internacional. “Para melhorar a experiência, nós disponibilizamos algumas unidades, no sábado, para profissionais da UPA de Caxias. Eles vão usar e irão nos retornar com sugestões de melhorias, se for o caso”, disse o professor. O Pesquisador acrescenta que, diferente das máscaras convencionais, os protetores são reutilizáveis. “É necessário apenas a higienização adequada. O protetor deve estar íntegro, limpo e seco para poder ser usado várias vezes durante o mesmo plantão pelo mesmo profissional por até 12 horas, conforme definido pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Outra informação é que o uso de protetores faciais não dispensa o uso de máscaras e nem dos demais Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)”, ponderou. 

Professor Ronilson Pinheiro manipula software para impressão dos protetores faciais. Produção segue protocolo da Anvisa.

Em um dia, desenvolvendo as atividades nos dois turnos, explica Ronilson Pinheiro, a impressora produz de 10 a 12 unidades. “É um processo lento, mas o resultado está sendo satisfatório. São basicamente três etapas. Na primeira, imprimimos os suportes; logo em seguida, cortamos lâminas de acetato para a viseira; e, por fim, fazemos o acoplamento dos componentes”, explica. Ele frisa que o material utilizado para confecção de protetores é de baixo custo. “Inicialmente, o material que faltava era a folha de acetato, que foi doado pela Livraria Graúna ao Campus. Felizmente ainda temos bastante material para confeccionar novos protetores. Se faltar com certeza vamos procurar parcerias. Quem tiver interesse em fazer doação de material, pode nos procurar”, disse.

Ronilson lembra que a iniciativa uniu os conhecimentos de Física e Informática. “É importante falar  das discussões iniciais com o professor João Porto. Ele e sua equipe do Doutorado nos procuraram querendo material. Então,  informamos que tínhamos uma impressora 3D no Campus”, disse. 

O diretor-geral do Campus, professor João da Paixão, ressalta que, com a iniciativa, a instituição cumpre seu papel social de aplicar os conhecimentos científico e tecnológico em prol da sociedade. “Esta é uma missão que honramos em todas as situações. Neste momento de enfrentamento do coronavírus, vamos continuar prestando serviços à sociedade. Além dos protetores, vamos preparar kits com álcool em gel, jalecos  e máscara para doar aos profissionais ainda esta semana. Vamos somente fazer as articulações com com a Secretaria Municipal de Saúde”, concluiu o gestor.

Confira as fotos

registrado em:
Fim do conteúdo da página