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Aluno do IFMA é contratado por empresa canadense

Leonardo Almeida de Araújo, aluno do sétimo período de Ciência da Computação do Campus Caxias, foi contratado pela empresa canadense Blue Hat para atuar como designer de páginas web 
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 09/07/2020 20h33
  • última modificação 09/07/2020 20h33

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“Entusiasta de banco de dados e segurança, programador Java e Flutter. Atualmente, desenvolvedor de APIs Java para GitHub e trabalhando como gerenciamento de TI e sites”. É assim que o aluno Leonardo Almeida de Araújo resume e se descreve em seu portfólio na GitHub, plataforma de hospedagem de códigos, que  permite que programadores, utilitários ou qualquer usuário cadastrado contribuam em projetos privados e/ou Open Source de qualquer lugar do mundo.

Aluno do sétimo período do curso de Ciência da Computação do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias, Leonardo Almeida foi contratado, recentemente, pela Blue Hat, empresa canadense vinculada à Foxboro, companhia que projeta, cria e edita páginas da web em muitas ferramentas. “Para quem trabalha na área de computação, principalmente, ter um portfólio é como um currículo para uma empresa. Acredito que ter um bom portfólio, e ele estar praticamente pronto, foi decisivo no processo de seleção que passei para atuar na Blue Hat”, afirma Leonardo Almeida.

A seleção: como tudo começou

O professor Joniery Rubim, coordenador Centro de Estudos, Pesquisa e Extensão da Linguagem (CEPELI), explica que o processo de seleção teve início após receber pedido da empresa para selecionar estudante da área de computação com fluência em Inglês. “Temos uma parceria com uma amiga que mora em Recife. Ela nos pediu ajuda para selecionar um aluno de graduação da área de TI e que tivesse, obrigatoriamente, fluência em inglês, para uma vaga de desenvolvedor web, para trabalhar numa empresa internacional”, disse. Joniery Rubim conta que, em seguida, fez contato com o professor Luís Fernando Maia, coordenador do curso de Ciência da Computação. “Ele ficou encarregado de avaliar os conhecimentos na área técnica; eu fiz a avaliação do nível de fluência em inglês. Pré-selecionamos três candidatos e fizemos uma reunião com vistas a orientação e preparação dos alunos para o processo seletivo com o pessoal da Blue Hat”, acrescentou.

Após o teste de proficiência em inglês on-line, Leonardo conta que o seu portfólio foi decisivo no processo de seleção. “Ele foi muito importante. Já estava com meu portfólio pronto e inclusive já tinha conta em banco estrangeiro”, disse. “Lembro que o enviei pela manhã. À tarde, Alice (funcionária da empresa responsável pelo recrutamento), me ligou e participei de uma entrevista em inglês. Em seguida, participei de uma nova entrevista. Dessa vez, com  Alexander Tretjakov, chefe da Blue Hat”, destacou. E acrescentou. “Após, ele passou uma atividade para eu fazer. Naquele momento, percebi que já estava dentro da empresa”, comemorou.

Portfólio foi o diferencial

“No portfólio, o pessoal responsável pelo recrutamento pode  ver o que a pessoa já fez na prática, onde já atuou e seus projetos”, explica Leonardo.  Atualmente, ele atua como estagiário na Câmara de Dirigentes Lojistas de Caxias (CLD), onde desenvolveu e gerencia o site da entidade. Em 2019, Leonardo e seu colega de curso, Tércio Lustosa, atuaram como estagiários no Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão (UniFacema). Lá, segundo ele, realizaram o acompanhamento de aspectos técnicos de diversos projetos. 

Em seu portfólio, Leonardo Almeida informa que já criou diversos sites, entre eles, para empresa de energia solar e advogados. O aluno também desenvolveu um site que ajuda as pessoas a encontrar ou criar um ponto de coleta de lixo. “Meu objetivo é disponibilizar este site on-line para gerenciar pontos e ajudar a reciclar o lixo na minha cidade. A entidade pode registrar-se para ser o ponto de coleta e o tipo de lixo que será coletado lá”, frisou.

Em atividade de pesquisa realizada no IFMA, sob supervisão do professor Luís Fernando Maia, ele atua como bolsista em projeto do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) no desenvolvimento de um sistema automatizado para emissão e controle de tickets de alimentação. A ideia do projeto é aprimorar a gestão de alimentos em restaurantes universitários, sobretudo o restaurante do Campus Caxias. No pilar da extensão, ele faz parte da equipe do curso Editor de Vídeo, que será ofertado na Formação Inicial e Continuada pelo Campus Caxias, após o retorno às aulas presenciais.

Em 2017, Leonardo traduziu, de forma voluntária, artigos científicos na Khan Academy, uma organização sem fins lucrativos que tem como missão proporcionar educação gratuita e de alta qualidade para todos, em qualquer lugar. Ainda em 2017, ele foi monitor no curso de Informática Básica, ofertado na modalidade de Formação Inicial e Continuada (FIC) pelo Campus Caxias.

No trabalho voluntário, Leonardo atuou recentemente na produção de protetores faciais, mobilização da unidade de ensino no âmbito do Projeto Fábrica de Inovação, que  visa atender os estabelecimentos do setor de saúde e profissionais que atuam na identificação e no tratamento de pacientes infectados com o novo coronavírus, causador da doença COVID-19.  

A atuação: saber inglês é um diferencial

Desde 2006, Leonardo Almeida se dedica a estudar a Língua Inglesa e possui a proficiência de fala de um nativo na linguagem. “É de suma importância que o candidato a vaga de emprego tenha o domínio da oralidade em inglês, porque ele precisará interagir com nativos falantes da língua inglesa de forma efetiva como parte da rotina de sua atividade diária de trabalho”, afirma Joniery Rubim.

Leonardo Almeida corrobora com a afirmação do professor Joniery Rubim. “Na Blue Hat, já tive contato com programador indiano, designers de várias localidades e outros profissionais que, mesmo não atuando diretamente, algumas vezes trabalhamos em projetos cooperativos. Todos têm em comum o uso da língua inglesa na comunicação. Por isso, saber inglês é fundamental”, afirma.

A atuação de Leonardo na Blue Hat Geeks como designer de páginas web começou em junho através do home office. “É comum todos atuarem com home office na  Blue Hat. Nesse período, já desenvolvi quatro projetos e estou em um quinto agora – todos websites para vendas e cursos”, conta. “O contrato com a Blue Hat é definitivo. Em nossas conversas, eles sinalizaram que pretendem me contratar em full time”, comemorou o aluno. “Na Blue Hat, trabalhamos por time, onde cada um se volta para um projeto. Como são trabalhos diferentes, por exemplo, a  linguagem dos sites muda, é importante saber de tudo um pouco para poder conciliar, considerando ainda que os projetos mudam. Mas, atuando com ajuda, tudo fica bem mais fácil”, ponderou.

Para compartilhar um pouco sobre sua experiência, o Cepeli convidou Leonardo e os colegas que participaram da seleção para uma live através do Instagram. Com  a temática “A importância do inglês para o mundo do trabalho de tecnologia”, os estudantes fizeram relatos de experiência acerca da participação no processo seletivo para atuarem na Blue Hat Geek. Além disso, eles falaram da preparação do currículo, da realização da prova de proficiência, da experiência quando da entrevista em inglês e do trabalho executado na Blue Hat Geek. “Quando entramos no IFMA, é verdade que um mundo se abre. Desde que ingressei na instituição, tenho vivido um novo mundo cheios de oportunidades e conquistas”, concluiu Leonardo Almeida. 

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Assunto(s): Campus Caxias , Canadá , emprego , IFMA
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