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Campus Centro Histórico avança com cooperativa-escola

Criada como projeto de extensão, a iniciativa foi posteriormente constituída como sociedade de responsabilidade limitada
  • Augusto do Nascimento
  • publicado 25/02/2021 09h34
  • última modificação 25/02/2021 19h25

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Estudantes com Janete Chaves (à frente), coordenadora do projeto de extensão que deu origem à Efeito Cooperativa

Guiamento turístico, elaboração de roteiros, orientação e indicação de pacotes turísticos, realização de eventos, atividades de recreação, monitorias, cursos, oficinas temáticas. Essas são algumas das atividades a serem desenvolvidas pela Efeito Cooperativa Turismo, Hospitalidade e Lazer, que desde a criação, em 2019, vem se consolidando institucionalmente. Na semana passada, a cooperativa-escola constituída no Campus Centro Histórico (São Luís) deu mais um passo, ao obter o cadastro na Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA), e se encontra em processo de obtenção do alvará de funcionamento junto à Secretaria Municipal da Fazenda de São Luís (SEMFAZ).

Idealizada como projeto de extensão, sob coordenação da professora Janete de Vasconcelos Chaves (Turismo), a cooperativa-escola propõe engajar estudantes de nível médio e superior, e teve a criação aprovada pelo Conselho Superior (CONSUP), instância máxima do IFMA, conforme disposição da Resolução Nº 106/2019. Posteriormente, obteve a personalidade jurídica de organização de responsabilidade limitada. De acordo com a coordenadora, a iniciativa consiste em um espaço pedagógico de cooperativismo e inovação empreendedora, com o propósito de favorecer o desenvolvimento de habilidades pelos alunos, baseadas no conteúdo apreendido nos cursos de Eventos, Guia de Turismo, Hospedagem e Lazer, componentes do eixo tecnológico de turismo, hospitalidade e lazer, ao qual se vincula a cooperativa. No entanto, ela explica que estudantes de outros cursos, embora não componham o conselho diretivo, podem também participar voluntariamente das atividades como monitores, moderadores, capacitadores e instrutores.

Sobre o nome assumido pela cooperativa após ser criada, Janete Chaves informou que “Efeito” foi uma escolha dos próprios estudantes envolvidos com o projeto, dentre inúmeras sugestões levantadas em processo de brainstorming. A ideia foi de expressar uma ação com resultados (efeitos) para a sociedade. Segundo a coordenadora, a identidade visual da cooperativa foi concebida pelo designer Davidson Barros, e remete a um pinheiro, árvore simbolicamente associada à força, uma característica almejada pelos participantes ao conduzir a iniciativa. Atualmente, a Efeito Cooperativa reúne 20 alunos e seis servidores docentes do Campus Centro Histórico.

O projeto da cooperativa propõe desenvolver um conjunto de atividades projetadas em um plano de trabalho vinculado direta e indiretamente ao eixo temático, definido nem linhas de ação: qualificação social e cultural; educação ambiental e patrimonial; inovação empreendedora e cooperativismo; e Memorial IFMA. A perspectiva é estimular os alunos engajados para a compreensão de que um empreendimento cooperativo pode beneficiar tanto os participantes, quanto as várias dimensões da comunidade, como escola, empresa e família. Ressalta-se ainda a importância do equilíbrio das habilidades financeiras, usadas com discernimento e de forma responsável para a sustentabilidade dos recursos. A esse respeito, Janete Chaves esclareceu que, embora o projeto não contemple bolsas para os alunos, estes poderão ser remunerados a partir das atividades desenvolvidas pela Efeito Cooperativa, sendo o pagamento destinado para suas respectivas formações profissionais, na forma de cursos, participação em eventos ou em visitas e viagens técnicas, dentre outros.

Cooperativas-Escolas

De acordo com Carlos Alexandre Araújo, da Pró-reitoria de Extensão (PROEXT), o IFMA conta atualmente com duas cooperativas-escolas com funcionamento autorizado pelo CONSUP: a Efeito Cooperativa e a Cooperativa-Escola do Campus Codó, em fase de reativação. Recentemente, ocorreu a aprovação para o funcionamento da cooperativa-escola do Campus Caxias (eixo de Gestão de Negócios), que começará os trâmites de registro em 2021, a partir da liberação do orçamento da PROEXT.

O pró-reitor informou que a iniciativa do Campus Centro Histórico é pioneira em pelo menos dois aspectos. Além de ter sido a primeira cooperativa-escola registrada pela JUCEMA, conforme informação do próprio órgão, é também a primeira do eixo Turismo, Hospitalidade e Lazer no universo da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que integra os institutos federais de todo o país. Carlos Alexandre Araújo referiu-se a entraves para obtenção do registro na Junta Comercial, em um processo que se arrastava desde 2019, justamente pelo ineditismo da proposta. No entanto, em reunião com a equipe da JUCEMA em janeiro, a Efeito Cooperativa conseguiu resolver os últimos trâmites para o registro. Ele ressaltou que, após a experiência para o registro, as instituições propuseram a elaboração em conjunto de um documento para nortear o processo, de forma a dar celeridade aos trâmites.

O gestor disse que, desde 2016, o IFMA vem implementando políticas de empreendedorismo para fomentar a criação tanto de cooperativas-escolas quanto de empresas juniores e incubadoras. Essas políticas foram editadas em três fascículos, lançados em 2016 (dispondo sobre a criação de empresas juniores, hoje em número de cinco no Instituto), em 2019 (cooperativas-escolas), e em 2020 (incubadora de empresas do IFMA, ligada a PROEXT).

Corpo discente

Eleito primeiro diretor-presidente da Efeito Cooperativa Turismo, Hospitalidade e Lazer, Leonardo Castro Silva, estudante do curso Técnico em Hospedagem, considerou que o processo de estruturação da iniciativa constituiu um aprendizado para os alunos e professores envolvidos. Além de em parte ter ocorrido durante a pandemia da Covid-19, o processo foi um desafio para cooperados e coordenadores, que deparavam pela primeira vez com a criação de uma iniciativa do gênero, e com todos os aspectos institucionais, documentais e legais para sua implantação.

Leonardo Silva avaliou a importância de a Efeito Cooperativa ter suas atividades divulgadas ao público, de forma a estimular os alunos de outros campi e outros eixos tecnológicos a empreenderem no cooperativismo escolar, conceito que o projeto de criação define como associações de estudantes com finalidade educativa, mas que podem desenvolver atividades econômicas, sociais e culturais em benefício dos associados. Segundo o presidente, a principal motivação para aderir ao projeto de extensão original foi a possibilidade de apreender novos conhecimentos. “Até então eu não sabia o que era uma cooperativa, como a maioria das pessoas não sabe de fato o que é cooperativismo”, disse ele, destacando que os membros da cooperativa-escola vêm desenvolvendo diversas habilidades, como a criatividade, empreendedorismo, liderança, trabalho coletivo e gestão.

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