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IFMA proporciona formação em desenvolvimento de habilidades socioemocionais

A atividade integra o plano institucional sobre saúde mental  
  • Cláudio Moraes
  • publicado 08/04/2021 12h53
  • última modificação 08/04/2021 13h02

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“O Desenvolvimento de Habilidades Socioemocionais no Contexto Escolar”. Esse foi o tema da atividade de formação on-line promovida, na tarde de quarta-feira (7/4), pela Pró-Reitoria de Ensino e Assuntos Estudantis (PRENAE) do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) por meio do canal YouTube.

 

De acesso restrito aos servidores que integram comissões instituídas nos campi, a atividade integra-se às metas do Plano Institucional de Saúde Mental do IFMA. “Estamos vivendo um momento muito desafiador e tem sido muito necessário realizarmos atividades relacionadas à promoção a saúde mental”, afirmou a psicóloga e coordenadora da ação, Renata Trovão. “O nosso plano é realizar essas atividades mensalmente, com temas sugeridos pelos campi, pois a capacitação dos servidores é fundamental”, complementou.

 

 

De acordo com o pró-reitor da PRENAE, Maron Gomes, a discussão ocorre num momento muito oportuno e de preocupação para todos. “Estamos há um ano com os nossos estudantes fora da sala de aula e não sabemos o impacto desse distanciamento em suas mentes”, revelou. “Precisamos entender o que o alunos estão passando e partir para esse trabalho de cuidar da saúde mental dos estudantes e da questão do seu aprendizado”, assinalou. “Há uma ansiedade de todos pelo mínimo de retorno das atividades presenciais, há uma saudade da convivência no ambiente escolar”, pontuou.

 

A ação foi conduzida pela psicóloga e educadora Enezita Vieira. Graduada pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), ela possui formação em Profissões do Futuro, com expertise em desenvolvimento de habilidades socioemocionais de adolescentes e adultos. Atua, ainda, como professora de projeto de vida e orientadora profissional.

 

Enezita apresentou a diferença entre hard skills (habilidades técnicas que podem ser obtidas por meio de cursos e leituras) e soft skill (relacionadas ao comportamento). “O conhecimento técnico está muito democratizado e com um celular e internet se tem acesso a muito conhecimento”, ressaltou. “Os nossos alunos crescem numa geração hiperconectada e em que está mais fácil desse tipo de conhecimento ser obtido”, complementou. Por conta disso, segundo a especialista, há uma mudança no paradigma do trabalho e as soft skills tem ganho destaque.

“As empresas acabam favorecendo, na contratação, quem possui soft skills porque as habilidades técnicas podem ser desenvolvidas em algum momento por meio de uma capacitação proporcionada pela própria empresa”, afirmou Enezita Vieira.

 

“Às vezes deixamos as nossas habilidades técnicas se sobressaírem e esquecemos de nossa humanidade, que temos sentimentos”, prosseguiu. “Não há curso pra criatividade, empatia, pra trabalhar em equipe…., é necessária uma inclinação pessoal”, disse.

 

Para a palestrante, as soft skills são utilizadas nos relacionamentos interpessoais e podem afetar positivamente os resultados no trabalho. Ainda de acordo com Enezita, na época do surgimento do homo sapiens, a preocupação maior era a proteção e sobrevivência, mas, no cenário de hoje, é impossível se falar em trabalho e humanidade, sem abordar o lado emocional. “Hoje, há uma geração com maiores necessidades de conexões humanas e as empresas humanizadas são mais rentáveis”, apontou.

 

Revolução na educação

Enezita ressaltou que a pandemia da Covid-10 apenas antecipou as tendências do mundo do trabalho. “O home-office tinha previsão de ser estabelecido em cerca de 10 anos, bem como o ensino híbrido e remoto”, observou.

 

Ela ressaltou, ainda, que, com a quarta revolução industrial, novas tecnologias são aplicadas a processos anteriormente existentes, por meio da inteligência artificial, internet das coisas, robótica e armazenamento em nuvem. “Muitos de nós tem resistência a essa tendência, mas não devemos ter pois já estamos vivendo a educação 4.0”, destacou.

 

“Precisamos mudar as nossos ideias que estão cristalizados sobre educação, para entender que os nossos estudantes precisam dessa educação 4.0 para responder às necessidades da indústria do futuro”, disse.

 

“Quando o professor resiste a essas transformações, o preconceito aumenta e prejudica o estudante”, mencionou. “Não voltaremos a ser o que éramos há 10 anos e precisamos fazer com que a tecnologia nos sirva para que possamos ser mais humanos”, afirmou.

“O professor precisa rever o que está cristalizado, as resistências e não precisa criar um campo de guerra com as novas gerações, pois tem muita coisa que eles tem para ensinar pra gente”, enfatizou Enezita Vieira. “Precisamos conhecer esse universo deles”, finalizou.

 

“Precisamos entender esse cenário, desenvolver essas habilidades socioemocionais para o mundo do trabalho e pra vida pessoal e caminhar para que seja uma realidade o projeto de vida”, afirmou Renata Trovão. O projeto de vida na escola é uma das competências citadas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). De acordo com o documento, este deve ser um eixo que se inicia nos anos iniciais do Ensino Fundamental e termina no Ensino Médio.  A ideia é desenvolver, desde cedo, o autoconhecimento da criança e, a longo prazo, dar ferramentas para a sua formação em um adulto responsável, autônomo e ético.

 

 

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