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IFMA abre consulta pública para definir a forma de ingresso de estudantes a partir de 2022

As contribuições serão feitas em formulário eletrônico e em audiências públicas, com debate em fórum estadual
  • Cláudio Moraes
  • publicado 26/04/2021 11h58
  • última modificação 26/04/2021 12h11

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Está aberto, até o dia 22 de maio, o prazo para recebimento de contribuições da comunidade interna e externa do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) acerca da forma de ingresso de novos estudantes na instituição.

Para contribuir com críticas ou sugestões, basta acessar Página da Política de Acesso Discente e clicar na última aba dessa página, no link “Contribuições”.

A possibilidade de qualquer pessoa dar contribuições integra o conjunto de ações institucionais para a construção da política institucional que vai definir as formas de acesso de novos estudantes aos cursos do IFMA.

 

A Política de Acesso ao Discente será construída coletivamente e uma minuta inicial está disponível na Página da Política de Acesso Discente, como ponto de partida, para apreciação da comunidade. “Teremos a representatividade de todos os campi do IFMA na construção do documento”, afirmou a chefe do Departamento de Graduação da Pró-Reitoria de Ensino e Assuntos Estudantis do IFMA (PRENAE), pedagoga Simone Santos. A afirmativa foi feita no encerramento do Seminário “Trajetórias para a Construção da Política Institucional de Acesso Discente do IFMA”, durante a realização do painel “Panorama dos processos de seleção para ingresso discente no Instituto Federal do Maranhão”, na tarde de sexta-feira, 23/04.

Além da possibilidade da comunidade apresentar contribuições, por meio da página oficial, serão realizadas audiências públicas, entre os dias 3 e 21 de maio, com organização de cada campus, com o objetivo de discutir a minuta e coletar as contribuições.

Nessas reuniões promovidas pelos campi, serão escolhidos representantes para um fórum que irá se reunir entre 1 e 4 de junho, quando serão discutidos e coletados elementos com a comunidade interna e externa do IFMA para a construção da política. E, por fim, o documento será encaminhado ao Conselho Superior da instituição (CONSUP) para deliberação final. “Todos devem participar dessa discussão, alunos, professores, técnicos, pais, amigos e parentes”, prosseguiu Simone Santos.

“Essa forma foi adotada por compreendermos que a construção democrática é o melhor caminho”, afirmou Simone.

 

Um panorama sobre o sistema de acesso atual

O painel “Panorama dos processos de seleção para ingresso discente no Instituto Federal do Maranhão” foi realizado, de forma virtual, pelo canal do YouTube do IFMA, na tarde de sexta-feira, 23/04. O objetivo foi levar ao conhecimento de todos as formas como são realizados os processos seletivos para ingressos dos estudantes, com as suas metodologias, vantagens, desvantagens.

 

O evento contou, ainda, com a participação da chefe do Departamento de Ensino Técnico da PRENAE, pedagoga Márcia Santos. Ela apresentou um panorama das três principais formas de acesso ao ensino técnico na instituição: a prova escrita, a análise de desempenho escolar e o sorteio.

De acordo com a pedagoga Márcia, a análise dos resultados da aplicação de provas escritas aponta que, em média, “o desempenho não tem revelado altas pontuações dos classificados”.

No que se refere ao ingresso por análise de desempenho escolar, esse tipo de seleção já foi utilizado para ingresso de estudantes de cursos subsequentes nos campi Santa Inês e Carolina. “Há uma diversidade de históricos escolares”, ressaltou Márcia.

Em relação ao sorteio, utilizado como forma de ingresso neste ano no IFMA, por conta da emergência sanitária decorrente da Covid-19, a pedagoga afirmou que “tudo é transparente, mediante utilização de códigos e algoritmos, em que todos os passos são registrados e passiveis de auditoria”.

Foi apresentada, ainda, uma análise do perfil dos estudantes do IFMA: 40% dos candidatos que declararam renda, tem renda per capita inferior a 0,5 salário mínimo. “Ou seja, o grau de vulnerabilidade dos nossos estudantes é muito grande”, enfatizou Márcia Santos.

Foram apontadas, ainda, a legislação relacionadas às formas de distribuição de vagas e uma análise dos três tipos de ingresso pelos aspectos de agilidade, jurídico, saúde, inclusão, economia e orçamentário.

A professora Simone Santos tratou do Sistema Unificado de Seleção Unificada (SISU) como forma de ingresso nos cursos de graduação do IFMA. Ela ressaltou, ainda, que os cursos superiores a distância utilizam a análise de desempenho. Simone explicou que eles tem uma metodologia própria por estarem vinculados à Universidade Aberta do Brasil, com fomento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). “Esperamos que esses cursos EAd quando forem institucionalizados possam estar contemplados na política de acesso discente do IFMA”, afirmou Simone.

O painel contou, ainda, com uma explicação sobre o sistema de quota, sobre a forma de acesso pelo Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja) e sobre os princípios que devem nortear a política institucional de acesso de novos estudantes nos cursos do IFMA. “No Proeja, os candidatos são avaliados por sua condição socioeconômica e aqueles com grau de vulnerabilidade maior tem maior possibilidade de ingresso”, informou Márcia. “Mas essa modalidade também está sob consulta diante da comunidade”, complementou.

 

“Acreditamos que, com esse primeiro caminhar da nossa trajetória na construção dessa política, por meio deste seminário, nós já tenhamos elementos preliminares para embasar as discussões”, avaliou Simone Santos.

A meta da Pró-Reitoria de Ensino e Assuntos Estudantis do IFMA é que os critérios, a serem utilizados para a seleção de estudantes no próximo ano, sejam definidos a partir da estruturação dessa política. “Isso se dará por meio da participação coletiva, mediante as audiências em todos os campi”, ponderou Márcia Santos. “Vamos construir um documento com a vontade de toda a comunidade, mas a próxima seleção ainda vai depender da situação da pandemia”, complementou.

 

“Selecionar estudante nunca é simples, pois o ensino público é um bem comum, não é fácil”, prosseguiu Márcia. “A comunidade irá decidir e nós vamos seguir o que a maioria decidir”, finalizou.

 

“Precisamos avaliar cada uma das formas, o que há de positivo em cada uma delas e que podem complementar um processo de seleção, para distribuir esse bem público de forma mais justa”, concluiu Simone Santos.

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