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Obra “Um livro didático de Biologia em questão”

Livro é o sexto apresentado pela série especial de reportagens sobre as publicações da Editora IFMA
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 11/08/2021 11h09
  • última modificação 25/08/2021 07h54

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A Editora do Instituto Federal do Maranhão (EdIFMA) completa cinco anos de existência e, para comemorar, está sendo publicada uma série de postagens nas redes sociais e no portal da instituição, sobre as obras já lançadas pela Editora. Ao longo desse período, foram 37 publicações de pesquisadores e estudantes. Nesta sétima postagem, será apresentada a obra “Um livro didático de Biologia em questão” (2019), de Richardson Rodrigues de Araújo e da professora Odaléia Alves da Costa (Educação), do Campus Timon.

O livro de 178 páginas é resultado da pesquisa desenvolvida por Richardson de Araújo quando ainda estudante de graduação do curso de Licenciatura em Ciência Biológicas oferecido pelo Campus Timon, tendo orientação de Odaléia da Costa. O egresso depois retornaria ao Instituto como integrante do curso de especialização em Ensino de Ciências, na mesma unidade de ensino.

Logo no prefácio da obra, Maria do Socorro Andrade assinala a valiosa contribuição do estudo não apenas para a formação de professores de Biologia, mas ao universo mais geral da docência, por garantir o rigor na reflexão sobre os livros didáticos. Dessa forma, “Um livro didático de Biologia em questão” possibilita aos docentes capacitar-se para reconhecer, sem comprometimento da prática pedagógica, as limitações e insuficiências das obras adotadas nas escolas.

Para os autores, esse objeto de pesquisa (livro didático) constitui um recurso de grande valor para o acesso ao conhecimento, sendo a principal base de pesquisas desenvolvidas por professores e alunos do país (embora muitas realidades sejam ainda carentes até mesmo desse recurso). Dessa forma, o livro didático deve evoluir continuamente a fim de acompanhar as novas dinâmicas sociais e seu reflexo no contexto da educação e do processo de ensino e aprendizagem.

Em um amplo percurso, o processo para a identificação e compreensão das peculiaridades do ensino brasileiro envolve uma variada equipe multidisciplinar, responsável desde a concepção até o desenvolvimento de um complexo projeto pedagógico editorial, o qual definirá aspectos metodológicos para a abordagem de conteúdo, representações gráficas e linguagens didáticas, com o fim de otimizar tanto a construção e apropriação do conhecimento quanto o desenvolvimento de habilidades e competências.

Além das partes introdutória e conclusiva, “Um livro didático de Biologia em questão” compõem-se de três grandes reflexões. Inicialmente, Richardson de Araújo e Odaléia da Costa se debruçam sobre uma discussão mais ampla a respeito do ensino da disciplina Biologia e dos livros didáticos adotados pelas escolas. Os autores enfatizam a necessidade de constante atualização de conceitos, metodologias e didáticas pelos professores, diante dos avanços científicos e tecnológicos. Nessa parte, também se abordam a estrutura e funcionamento do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), voltado principalmente para a aquisição e distribuição de material didático para as escolas públicas, e se apresenta o Guia Nacional do Livro Didático, que propõe orientar educadores na escolha do material adotados pela rede de ensino.

Em seguida, os pesquisadores esclarecem as questões metodológicas na abrangência do trabalho. Delimita-se o tema a um capítulo específico (tratando do estudo de vírus) de três livros de Biologia (“Biologia – Vol. 2”, “Biologia dos organismos”, e “Conceitos de Biologia”) assinados pelos autores José Mariano Amabis e Gilberto Rodrigues Martho, seguindo-se os mesmos critérios para o procedimento de análise das edições e parâmetros de avaliação de sua estrutura didática. Richardson de Araújo e Odaléia da Costa analisam tanto aspectos teórico-metodológicos (como clareza conceitual e atualidade científica), quanto recursos visuais (relação texto-imagem) e aspectos pedagógico-metodológicos (proposição da problematização, questões de vestibulares, dentre outros).

Finalmente, a abordagem comparativa das edições (Capítulo 4), que ocupa a maior parte de “Um livro didático de Biologia em questão”, esmiuça o perfil dos três livros publicados por Amabis & Martho na abordagem do estudo dos vírus. Os autores avaliam o quão satisfatoriamente cada volume atende aos diversos critérios considerados na análise, desde a organização do sumário e uso de recursos visuais até a adequação da linguagem ao nível de maturidade do alunado, ou a indicação de leituras complementares. Apontando as peculiaridades dos respectivos volumes, Richardson de Araújo e Odaléia da Costa concluem com a indicação da obra que aborda o tema de forma mais aprofundada, além de trazer as discussões de Biologia para as dimensões social, econômica e científica.

No entanto, os autores enfatizam que “Um livro didático de Biologia em questão” não pretende esgotar o debate que propõe. Segundo eles, a própria natureza da investigação supõe a contínua evolução do livro didático, abrindo-se para a análise das futuras edições. Certamente, uma obra que contribui significativamente para a avaliação do material a ser adotado pelos educadores, e não apenas na área da Biologia.

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