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Página Inicial > Notícias > Obra “A Reinvenção da Cidade: práticas urbanas e apropriações do espaço público contemporâneo no Parque Ecológico do Cocó, Fortaleza-CE”
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Obra “A Reinvenção da Cidade: práticas urbanas e apropriações do espaço público contemporâneo no Parque Ecológico do Cocó, Fortaleza-CE”

Livro é o sétimo apresentado pela série especial de reportagens sobre as publicações da Editora IFMA
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 13/08/2021 10h45
  • última modificação 25/08/2021 07h53

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A Editora do Instituto Federal do Maranhão (EdIFMA) completa cinco anos de existência e, para comemorar, está sendo publicada uma série de postagens nas redes sociais e no portal da instituição, sobre as obras já lançadas pela Editora. Ao longo desse período, foram 37 publicações de pesquisadores e estudantes. Nesta sétima postagem, será apresentada a obra “A Reinvenção da Cidade: práticas urbanas e apropriações do espaço público contemporâneo no Parque Ecológico do Cocó, Fortaleza-CE”, do sociólogo Gleison Maia Lopes, professor do Campus Imperatriz.

O livro de 248 páginas é resultado da dissertação do autor no mestrado em Sociologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), com orientação de Danyelle Nilin Gonçalves (que prefacia a obra), e originalmente intitulada “Práticas Sociais e Cotidiano: o Parque Ecológico do Cocó em Análise”. No entanto, o envolvimento de Gleison Lopes com o objeto de estudo remonta ainda aos tempos de graduação, quando participou como bolsista de iniciação científica de uma pesquisa que propunha o estudo das relações sociais dentro do espaço urbano da capital cearense, cabendo ao então estudante investigar justamente a região do Parque do Cocó e adjacências.

“A Reinvenção da Cidade” propõe sua construção metodológica como fazer cotidiano. Partindo de uma reflexão sobre a apreensão da cidade pelo saber sociológico, o pesquisador se baseia no método etnográfico e, em seu trabalho de campo, envereda nas trilhas e margens do Parque para investigar as relações (de disputa em sua essência) que se originam nas diferenciadas formas de uso e apropriação. Como maior área verde de Fortaleza, o Parque Ecológico do Cocó é considerado por muitos um dos últimos locais de encontro do ser humano com o meio ambiente na capital. A vasta extensão e os diversos recursos naturais são utilizadas por diferentes habitantes da cidade para as mais diversas atividades. Gleison Lopes descreve como o espaço é usado para lavagem de roupas, pesca, caminhada, namoro, atividades esportivas e lúdicas, ou como cenário para se estar “em contato com a natureza em sua expressão mais literal”.

No entanto, o autor destaca que, com a entrada em cena de outros atores que disputam a definição do desenvolvimento urbano da cidade (movimentos sociais, empresários do setor imobiliário, políticos e o Estado), alguns usos passaram a ser “institucionalizados” tanto pela ação governamental quanto pela continuidade da prática, estabelecendo outras formas de conflito e uso do espaço. De forma que o Parque passou a ser utilizado também como local de promoção de eventos produzidos pelo governo estadual, shows, palestras, passeios escolares, e como espaço de manifestações e de especulação imobiliária empresarial (a região tem o preço do metro quadrado dentre os mais valorizados de Fortaleza).

Nesse processo, explica o pesquisador, observa-se uma mudança na percepção social sobre as questões envolvendo o meio ambiente. Gleison Lopes argumenta que a pauta ecológica reforçou o discurso preservacionista, levando a uma visão do “verde” como o “novo mar”. Com isso, ele traça paralelos com as mudanças de percepção que antes se tinha do oceano, como lugar de caos e do desconhecido, e que posteriormente passou a ser apreendido como espaço de trabalho, lazer e sociabilidade, de conexão entre o humano e a natureza. Mas também como mercadoria objeto de interesses econômicos.

Na pesquisa de Gleison Lopes, o Parque do Cocó se revela como “espaço metonímico” da disputa pela cidade, do conflito que coloca em questão as formas de produção e apropriação do espaço urbano. E ao refletir uma luta coletiva e histórica por direitos, o Parque levanta uma questão crucial para sociedade, sobre qual cidade se deseja e a quem se reserva o direito de se apropriar dela.

 

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