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3º CECBIO: Pesquisadores debatem sobre forma de lidar com fakenews na ciência

A oficina foi organizada pelo Laboratório de Ensino de Ciências e Biologia (LECBIO) do IFMA Campus São Luís Monte Castelo
  • Cláudio Moraes
  • publicado 01/09/2021 16h51
  • última modificação 01/09/2021 16h59

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Elvis não morreu e Michael vive no Ceará… Eles foram identificados após serem monitorados pelo chip que foi inoculado em seus corpos quando foram vacinados recentemente.

A bizarra informação que abre essa matéria nada mais é que do que um exemplo de desinformação, conteúdo falso, que poderia se restringir, de forma tranquila, à esfera da brincadeira ou do cômico. Entretanto, milhares de conteúdos similares vem sendo absorvidos mundo afora como verdade, como sinônimo de informação que “aquela emissora ou aquele governo não mostram”….!

O mundo da desinformação e das fakenews cresceu exponencialmente nesses tempos da pandemia da Covid-19, contribuindo para a infodemia – termo adicionado recentemente ao vocabulário nacional pela Academia Brasileira de Letras. A palavra refere-se ao excesso de notícias compartilhadas sobre determinado assunto, verdadeiras e ou não, e que torna difícil encontrar fontes idôneas e orientações confiáveis.

 

 

A Organização Panamericana da Saúde, por exemplo, aponta que 361 milhões de vídeos foram carregados no YouTube, em 30 dias com a classificação “COVID-19” e “COVID 19”, e cerca de 19.200 artigos foram publicados no Google Scholar desde o início da pandemia. No mês de março, cerca de 550 milhões de tuítes continham os termos coronavirus, corona virus, covid19, covid-19, covid_19 ou pandemic [pandemia]. Tem muito conteúdo verdadeiro, mas, também, há muita desinformação, o que tem prejudicado cidadãos, instituições e o próprio combate à doença.

 

Oficina sobre Fakenews

Identificar as fakenews tornou-se, portanto, primordial para o cidadão. Assim, com o objetivo de debater e orientar sobre formas de combater as fakenews de pseudociência, o Laboratório de Ensino de Ciências e Biologia (LECBIO) do Departamento Acadêmico de Biologia do IFMA Campus São Luís Monte Castelo promoveu, no dia 26 de agosto, a oficina “Mídias no ensino de biologia: como lidar em tempos de negacionismo e fake news?!”. A ação tratou sobre conceitos, como se relacionar com as notícias falsas e sobre a necessidade de reconhecer os processos e saber como lidar com isso.

A atividade integrou a programação do 3º Ciclo de Ensino de Ciências e Biologia (CECBIO), realizado, entre 25 e 27 de agosto, com palestras, rodas de conversa e oficinas on-line, em comemoração ao aniversário de seis anos do LECBIO.

A coordenadora do Grupo de Pesquisa em Ensino de Ciências e Biologia (GPECBio) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Mariana Guelero do Valle, conduziu a discussão sobre mídia, informação, poder e fakenews. “É necessário que haja a educação informacional”, afirmou a mestre e doutora em Educação. De acordo com Mariana Guelero, as fakenews sobre as vacinas tinham uma intencionalidade. “É muito perigoso difundir fakenews científicas”, a avaliou. “Isso ficou demonstrado nesse momento de pandemia”, pontuou.

Ela conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão (FAPEMA) para desenvolver, desde o ano passado, a pesquisa “Alfabetização midiática e informacional: valorização da realidade maranhense para o ensino de biologia”. Segundo a pesquisadora, a informação e as mídias têm tornado indispensável a efetiva formação em informação, mídias e comunicação. “Os cidadãos necessitam, de fato, adquirir competência para compreender os problemas socioambientais que os cercam e participar, de maneira ativa e consciente, da tomada de decisões”, refletiu.

 

“A informação taxativa, as afirmações absolutas, o uso excessivo de discurso de autoridade e o apelo para o lado emocional” são estratégias utilizadas na produção de fakenews, apontou a participante da oficina Aline Borges. Para Stella Câmara, que também participou da atividade, o silencio estratégico é uma forma de lidar com as notícias falsas. “Trata-se de não compartilhar a fakenews mesmo que seja para negá-la”, destacou.

Para a licenciada em Biologia, Beatriz Pereira, “é preciso discutir sobre a origem das informações e sobre o uso crítico das mídias e da informação”, afirmou. Segundo ela, o negacionismo nas ciências também não é novidade. “Tem a questão do criacionismo que já era discutido e hoje lidamos com outros tipos de negacionismo”, alertou.

A meta do projeto coordenado por Mariana do Valle, a médio prazo, é trabalhar na formação de professores. “Vamos lidar com a formação de professores como produtores de mídia”, concluiu.

 

Sobre o 3º CECBIO

A terceira edição do evento foi realizada totalmente online e contou com inscritos de todos es estados do Brasil e do Distrito Federal.  “Conseguimos, juntamente com os alunos integrantes do Grupo e ex alunos, hoje consultores do Lecbio promover um evento voltado para a capacitação e a reflexão no ensino”, avaliou a fundadora e coordenadora, professora Isabela Mendonça,

Com a temática “Adaptação  – Tecnologia  – Aprendizagem”, o 3º CECBIO promoveu 3 rodas de conversas, atrações culturais, 14 oficinas, lançamento de 2 livros, concurso cultural e o Game show Lecbio. Foi utilizado tanto o Google Meet (para a realização das oficinas) e transmissão pelo YouTube no canal do IFMA campus São Luís Monte Castelo para as rodas de conversa.

“Concluímos as atividades do evento com a sensação de missão cumprida e muita gratidão pela colaboração de tantas pessoas e participação de inscritos de todo o Brasil”, afirmou Isabela. “Já recebi várias devolutivas positivas no que diz respeito a qualidade e o nível de capacitação que o CECBIO promoveu”, celebrou.

No canal do IFMA campus São Luís Monte Castelo estão disponíveis as rodas de conversa “Adaptação, tecnologia, aprendizagem” (com as professoras Isabela Mendonça/IFMA, Mariana Guelero/UFMA, Emilly Fidelix da Silva/Instituto Singularidades/SP e a estudante de Biologia e integrante do grupo LECBio Laricia Pinheiro); “Pandemia e produtividade nos estudos e pesquisa” (com os professores licenciados pelo IFMA Cristino Brito, Vanessa Santos, Vannyana Rabelo, a estudante Alice Pinheiro e a professora do IFMA Clarisse Lobato) e “Mulheres na Ciência” (com as professoras Andrea Azevedo/UEMA, Cristina Monteiro/IFMA, Gisele Azevedo/UFMA e Teresa Cristina Silva/IFMA).

No mesmo canal, também pode ser acessado o evento de lançamento dos livros “Guia prático para o ensino de Ciências” (de autoria de Isabela Mendonça, Daniel Monteiro, Naliane Melo, Larissa Ferreira, Ana Carolina Santos e Milena Rocha) e “Memórias de uma gota d’água” (de autoria de Isabela Mendonça e Cristiane Silva Campos).

 

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