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Educação empreendedora: seis projetos do IFMA conquistam o Prêmio Sebrae

O projeto de extensão Coworking deu origem ao projeto estratégico Empreenda-se
  • Cláudio Moraes. Fotos dos pesquisadores
  • publicado 23/11/2021 18h25
  • última modificação 24/11/2021 15h02

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Estudantes e professores do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) conquistaram sêxtupla vitória na segunda edição do Prêmio Sebrae de Educação Empreendedora, promovido pelo SEBRAE – Maranhão, evento realizado na quarta-feira (17/11), em São Luís.

A premiação tem o objetivo desenvolver a educação empreendedora no ambiente escolar, reconhecendo iniciativas de professores dos ensinos fundamental, médio, profissional e superior de todo o país e disseminando as suas boas práticas. No Maranhão, participaram 131 professores com 33 projetos inscritos.

Na primeira edição do Prêmio, em 2019, o projeto Coworking IFMA já havia conquistado a primeira premiação, juntamente com o projeto “Calvário Cultural”, projeto do Campus Barra do Corda. “Ser bicampeã na categoria de educação profissional do Prêmio Sebrae é uma validação para o nosso trabalho e nos impulsiona para desenvolver novos projetos e atingir a missão institucional do IFMA”, celebrou Bruna Elizama Rocha de Melo, professora do campus São Jose de Ribamar, que integra a equipe de coordenação do projeto Coworking IFMA.

Professores do projeto “Cooperativismo Empreendedor: artesanato”, do Campus Araioses

Os projetos premiados do IFMA foram desenvolvidos por estudantes e servidores dos campi São Luís Maracanã, São Luís Centro Histórico, São José de Ribamar, São João dos Patos e Araioses. “O IFMA demonstrou toda a sua vitalidade na oferta de uma educação pública de qualidade”, avaliou o professor Vilton Soares, diretor de Relações Internacionais do IFMA, que participou do evento representando a Pró-Reitoria de Extensão.

A partir da esquerda: Professora Vivian Gomes (Maracanã), estudante Camila Araújo (Monte Castelo), professora Patrícia Freitas (Centro Histórico), reitor Carlos César Teixeira, professoras Bruna Melo e Ivanilde Pacheco (S.J.de Ribamar) e Udson Silva (ex-aluno de S.J.de Ribamar)

Na sexta-feira (19/11), alguns integrantes das equipes vencedoras foram recebidos pelo reitor do IFMA, Carlos César Teixeira, em seu gabinete. “Somos gratos por esse reconhecimento”, pontuou Ivanilde Pacheco, uma das idealizadores do projeto Coworking IFMA. “Precisamos ter esse espírito empreendedor entre nossos servidores e realizar a pesquisa aplicada”, destacou Carlos César. “Temos uma grande possibilidade de prestar serviços à comunidade por meio dos laboratórios do IFMA”, enfatizou o reitor. Os professores tem um potencial imenso, são talentosos mas, às vezes, falta esse espírito empreendedor”, afirmou.

 

 

Confira as premiações recebidas pelo IFMA:

 

 

 Prêmio Destaque

Coworking IFMA (Ivanilde Pacheco, Bruna Melo, Nivia Santos e Vivian Gomes)

 

Categoria Ensino Superior

1° lugar – Fazer Online (Ivanilde Pacheco, Ana Patricia Choairy, Vivian Gomes, Nivia Santos e Ronaldson Castro)

2° lugar – Projeto GIS (Ivanilde Pacheco, Bruna Melo, Nivia Santos, Vivian Gomes e Leopoldo Coaracy)

 

 Categoria Educação Profissional Técnica de Nível Médio

1° lugar – Coworking IFMA (Ivanilde Pacheco, Bruna Melo, Nivia Santos e Vivian Gomes)

2º lugar – Cooperativismo Empreendedor – Cooperativa de Artesanato (Rafael Ciarlini, Paula Moreira, Ariel Teles e Maria Marcelina de Souza)

 

Categoria Ensino Médio

2° lugar – Projeto nosso tempo (Ivanilde Pacheco, Bruna Melo e Terezinha de Jesus Lima)

 

O projeto Coworking IFMA

Professoras Bruna Melo, Ivanilde Pacheco e Vivian Gomes

O projeto surgiu em 2017, com o objetivo de trabalhar a educação empreendedora no âmbito do Instituto, capacitando micro e pequenos empreendedores, na Cidade Operária e adjacências. Ele integra estudantes e professoras das unidade do IFMA no Centro Histórico de São Luís e São José de Ribamar, estimulando a capacidade de planejamento gerencial de microempresários locais. No primeiro ano, houve atendimento a 42 empreendedores, quantitativo que foi ampliado para 61 consultorias, no ano seguinte. Outras iniciativas de promover o empreendedorismo na comunidade foram as oficinas, palestras e minicursos. Em 2019, novos estudantes passaram a atuar como consultores.

A proposta do Projeto de Extensão Coworking 2020 (Empreender no Mundo Digital para Superar Crises) é a continuidade do projeto realizado entre 2017e 2019, como adaptação para que os empreendedores e alunos das escolas de nível médio pudessem continuar a serem atendidos, em tempos de pandemia e distanciamento social.  “Empreender é uma missão, é propósito, é saber fazer, é preparo, é entender que, para além de uma boa ideia, de um sonho, é preciso fazer uma boa execução, ter uma rede de apoio, é ter networking”, afirmou Ivanilde Pacheco.

Udson Silva é estudante egresso do curso Técnico de Eletroeletrônica do Campus São José de Ribamar. Ele ingressou no projeto em 2018, onde permaneceu até 2020, quando concluiu o curso. “O prêmio representa o estado de dever cumprido, é uma prestação de serviço à comunidade, demonstra que o projeto teve eficiência em seus processos, conseguiu atingir as suas metas e prestar um serviço bem feito pra comunidade”, afirmou. “Pretendo continuar no projeto pois é uma oportunidade de conexão, de contribuição”, assinalou.

 

Projeto “Fazer On Line”

Bruna Melo informou que ação se e expandiu com subprojetos. “Tem se tornando referência, cada vez mais, no IFMA, quando se fala em educação empreendedora”, avaliou. “Além dos negócios, é uma educação que transforma vidas, com capacidade para mudar a mentalidade dos alunos e também dos servidores envolvidos no projeto”, prosseguiu.

Um desses desdobramentos foi o projeto “Fazer On Line”, executado entre maio e dezembro do ano passado,  na tentativa de minimizar os impactos da pandemia da COVID 19.  O projeto surgiu com a proposta de trabalhar os aspectos da comunicação para a comunidade atendida pelo projeto Coworking. “Trabalhei a parte de roteiro, do storytelling  para ajudar essas pessoas a promoverem os seus empreendimentos e a se promoverem como influenciadores e pequenos empreendedores e divulgarem os seus produtos, seus serviços”, explicou Ana Patrícia Freitas, professora do IFMA Campus Centro Histórico. “A experiência foi muito interessante, desafiadora e trabalhamos de forma bem informal pra que as pessoas se sentissem à vontade, tirassem as suas dúvidas e participassem”, prosseguiu.

O “Fazer On Line” teve uma proposta democrática, em que não só professores, mas também estudantes, juntos, trabalharam nessa mesma intenção de ajudar esses pequenos empreendedores. Camila Araújo, estudante do curso de Engenharia Elétrica do Campus Monte Castelo, participou do projeto. “Os pequenos empreendedores não estavam preparados para passar por essa crise”, afirmou. “Os negócios só existiam em instalações físicas e eles não tinham conhecimento sobre as redes sociais, nem como manter os seus projetos e a ideia foi nesse sentido de dar apoio de audiovisual, produção gráfica e gestão nas redes sociais”, explicou. “A gente conseguiu um estúdio onde eles produziram clipes, chamadas, tinham noções de fotografia, de marketing, de edição de vídeo, de foto, como se posicionar, falar e se comunicar”, informou.

“Ganhar esse prêmio foi gratificante, principalmente porque a gente se sente reconhecido”, comemorou. Camila. “Conseguimos atingir quase 5 mil pessoas, porque foi uma atuação a distância e pessoas de vários lugares do país e até de Portugal participaram de nossas formações”, pontuou. “A gente se sente duplamente gratificado porque o primeiro prêmio é a entrega que a gente faz pra sociedade, a oportunidade de compartilhar conhecimento com a nossa própria comunidade e ver que a gente tá transferindo conhecimento pra outras pessoas”, prosseguiu. “Faz uma diferença muito grande nos pequenos negócios, na vida pessoal, com a autoestima, com muitos se superando nesse período”, avaliou. “O prêmio mostra que estamos no caminho certo, é um reconhecimento e um incentivo”, finalizou.

 

O Projeto GIS

Integrantes do projeto GIS durante a premiação

A proposta da iniciativa foi oferecer aos cuidadores e familiares de pessoas com deficiências uma oportunidade de aprender ou retomar negócios que pudesse auxiliar na renda familiar, diante das muitas dificuldades da situação.

O projeto trabalhou com o ensino de inovações para contribuirem com alguma habilidade já existente ou auxiliar a reverter a situação do baixo nível de instrução, da má utilização dos recursos existentes para inovar no ambiente de trabalho ou superar a incapacidade e insuficiência de tempo para gerir o empreendimento.

 

#NOSSOTEMPO

O projeto ofereceu aos idosos empreendedores formas dinâmicas e divertidas de aprender inovações que pudesse melhorar suas habilidades.  A metodologia utilizada foi a gamificação, com uso de dinâmicas a partir das experiências dos idosos.

O desenvolvimento das habilidades digitais em idosos abordou a aplicação e implementação de comunicação digital; o mapeamento de ferramentas digitais para recebimento e envio de mensagens eletrônicas; técnicas de armazenamentos de dados e controle e organização financeira gerencia, pessoal e profissional; desenvolvimento de marketing digital; ferramentas de aprendizagens e cursos on-line, dentre outros.

 

Cooperativismo Empreendedor: artesanato

O projeto “Curso Cooperativismo Empreendedor: Artesanato” foi ofertado pelo IFMA Campus Araioses, com carga horária de 420 horas, sob a coordenação dos professores Rafael Ciarlini e Paula Moreira.

O objetivo era contribuir para a criação e fortalecimento de empreendimentos coletivos, desenvolver a visão de mercado das artesãs – norteando para as associações e cooperativas – fortalecer as infraestruturas de integração empresarial das cadeias produtivas, estimular as vocações econômicas locais e gerar novas oportunidades de emprego e renda sustentáveis.

Durante o curso, foi organizada, em outubro do ano passado, a Cooperativa de Artesanato de Araioses (COART ARAYOS). A entidade, presidida pela artesã Maria Marcelina de Souza, conta com 21 cooperados, que transformam materiais da natureza em delicadas peças de uso decorativo e doméstico,

O grupo também vem desenvolvendo ações sociais e comunitárias voltadas à economia popular solidária. Participaram do projeto de prevenção ao Covid-19 do campus, confeccionando e distribuindo máscaras para a população mais carente e firmaram parcerias com a Secretaria Estadual do Trabalho e Economia Solidária, o Sebrae, o Sescoop e a Prefeitura Municipal de Araioses.

Com o IFMA Campus Araioses foi desenvolvido um projeto de aplicativo de vendas de produtos em pesquisa aplicada à inovação e ao desenvolvimento social sob coordenação dos professores Rafael Ciarlini e Ariel Teles.

O grupo constituiu, ainda, a Rede Arayos de Economia Popular Solidária, em busca do desenvolvimento de ações solidárias voltadas à resolução de problemas sociais, ambientais e econômicos, em cumprimento ao planejamento do projeto Cooperativismo Empreendedor. E todos os alunos, hoje artesãos, integram essa comunidade.

No fim do ano 2020, as alunas de artesanato, juntamente com o IFMA, promoveram, ainda, I Fórum Municipal de Artesanato e Cultura de Araioses. “A nossa missão é transformar vidas valorizando as potencialidades locais e levando às comunidades mais desassistidas educação de excelência e projetos de geração de renda”, afirmou o coordenador do projeto, professor Rafael Ciarlini. “Isso acontece quando nos importamos com os problemas e o cotidiano das pessoas”, prosseguiu. “As cooperativas são uma solução a curto e a longo prazo para as dificuldades existentes no município”, concluiu.

 

Projeto estratégico “Empreenda-se”

O Projeto Coworking IFMA tornou-se projeto estratégico institucional. Ele visa fortalecer a política de empreendedorismo e inovação empresarial por meio de ações como a Jornada Empreendedora; Desafio de Ideias; Mentorias de Gestão/Espaço Físico ou Virtual de empreendimentos. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento do empreendedorismo local, com a promoção de uma educação empreendedora dentro e fora do IFMA.

“A gente tem muitas características de pessoas que querem empreender por conta do desemprego, de não estar satisfeito com o seu emprego, e acredita que sendo dono do próprio negócio, pode ser bem melhor, mas isso não é o suficiente para ser um bom empreendedor”, destacou Ivanilde Pacheco.

“A nossa proposta com o projeto estratégico ‘Empreenda-se’ vem com essa perspectiva de trabalhar esse mindset de que empreender não é só para suprir uma lacuna, do desemprego ou do emprego que não tá legal”, explicou.

“Quem já tem o seu emprego, pode ser um empreendedor”, prosseguiu. “A motivação, a necessidade de crescer, são indispensáveis mas precisam ser despertadas”, pontou. “As pessoas precisam ser sensibilizadas e ainda temos uma caminha muito longa”, concluiu.

 

CONHEÇA MAIS SOBRE O PROJETO “EMPREENDA-SE”

 

 

 

 

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