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Intercâmbio com a França faz avançar mobilidade acadêmica no IFMA

Programa do governo francês 
  • Augusto do Nascimento
  • publicado 24/03/2022 13h05
  • última modificação 24/03/2022 13h05

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Mobilidade internacional avança no IFMA: (da esq. para a dir.) Vilton Soares, Mathilde Conan, Melissa Câmara e Tatiana Sousa (DIRI)

A França tem destaque na internacionalização do IFMA, instituição que vem se consolidando como referência no ensino de francês no Maranhão. As ações desenvolvidas no Instituto são acompanhadas por órgãos oficiais do governo francês, como a Embaixada no Brasil e o Consulado Geral para o Nordeste, e o Instituto também integra a programação da Semana de Francofonia, evento realizado todos os anos no mês de março. Esta semana, o país europeu é referência em mais um avanço no contexto da mobilidade acadêmica e de internacionalização do IFMA, com o desenvolvimento de programas de intercâmbio inbound e outbound.

À frente da Diretoria de Relações Internacionais (DIRI, vinculada à Pró-reitoria de Extensão), o professor Vilton Soares observou que, além do objetivo de promover a internacionalização do IFMA, a Diretoria busca disseminar esse processo no conjunto dos campi e setores, promovendo portanto a interiorização das relações internacionais. Segundo o diretor, o foco das ações são o plurilinguismo, com abordagem de outras línguas para além da predominância do inglês e espanhol, bem como a diversificação das áreas de conhecimento alcançadas pela mobilidade internacional.

No último fim de semana, Mathilde Conan, nova assistente de francês do IFMA, desembarcou no Maranhão para uma permanência de 10 meses, quando atuará com cursos de francês no Campus Monte Castelo e na Reitoria, ambos em São Luís, além de ser a responsável pelo Centro de Exames, que aplica testes de proficiência para a obtenção do Diploma de Estudos em Língua Francesa (DELF) e do Diploma Aprofundado de Língua Francesa (DALF). Desde 2018, o IFMA tem reconhecimento oficial da França como centro de aplicação desses exames. Mathilde Conan vai também realizar ateliês e workshops para a promoção da língua francesa e da cultura de países francófonos. A partir de 2022, a designação “assistente de francês” passou a substituir o termo “leitor de francês”, usado até recentemente no programa de cooperação mantido entre o Governo da França e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF). Sobre a atuação de Mathilde Conan, Vilton Soares explicou que esse tipo de mobilidade constitui o tipo de intercâmbio inbound, quando os campi da instituição recebem pessoas estrangeiras por um determinado período. “A mobilidade inbound traz uma eficiência de custos, porque ao invés de levarmos um campus ao exterior, trazemos o mundo para dentro do IFMA”, disse o titular da DIRI.

O outro tipo de mobilidade é chamado outbound, que se realiza com a ida de brasileiros para o exterior. No IFMA, a estudante Ana Melissa de Moraes Câmara, que cursa licenciatura em Ciências Agrárias no Campus Maracanã, embarcou para a França no mesmo dia da chegada de Mathilde Conan, também por um período de 10 meses. Ela foi agraciada com bolsa pelo governo francês para participar do programa Service Civique, voltado para a iniciação de jovens no mundo do trabalho. A intercambista vai realizar uma agenda similar à da colega francesa, promovendo por meio de oficinas a língua portuguesa do Brasil e as culturas do País e do Maranhão no país receptor. Além disso, Melissa Câmara vai atuar também com Agroecologia, sua área específica de estudos no país de origem, participando de cursos e assistindo a aulas. De acordo com Vilton Soares, a estudante vai colaborar com a preparação de cinco estudantes e um professor do Campus Maracanã, que vão participar da edição 2022 do Fórum Ciência e Sociedade (Science et Societé), programado para o próximo mês de outubro.

Melissa Câmara recorda que em 2019 participou de um projeto de extensão no IFMA (Cooperação Brasil-França na Área de Agricultura e Meio Ambiente, coordenado pelo professor Hostilio Caio Pereira da Costa Filho), envolvendo um grupo de intercambistas do Lycée des Mesnières, sob orientação do professor Philippe Parmentier. Ela informou que partiu do coordenador do grupo estrangeiro o convite para que ela participasse no programa Service Civique, no qual os jovens voluntários desenvolvem competências pessoais. À época do projeto de extensão, Melissa Câmara e os jovens franceses realizaram em conjunto pesquisas no ambiente de manguezais na Ilha das Ostras (município de Raposa). Além de ser um tema de interesse específico do grupo visitante, os manguezais são objeto de pesquisa do Núcleo de Maricultura (NUMAR), laboratório do Campus Maracanã de que a discente participava, com coordenação da professora Izabel Cristina da Silva Almeida Funo. Naquele mesmo ano, ela participou da sexta edição do Fórum Franco-Brasileiro Ciência e Sociedade, no Instituto Federal Goiano (IFGoiano, Campus Urutaí). O evento é realizado a cada dois anos, alternando-se o país anfitrião entre Brasil e França.

O planejamento inicial era que Melissa Câmara participasse do Service Civique já em 2020, mas a viagem foi adiada sucessivas vezes em razão da pandemia da COVID-19. Nesse período, a estudante aproveitou para iniciar um curso de francês na Casa das Línguas, iniciativa do IFMA para a promoção do ensino de línguas estrangeiras. “O que mais me motivou a participar foi a oportunidade de conhecer uma nova cultura e, como estudante de licenciatura em Ciências Agrárias, conhecer um pouco da Agronomia na França”, disse a intercambista, enfatizando que a experiência no programa de voluntariado francês tem muito a agregar a sua formação acadêmica e profissional, inclusive por proporcionar o conhecimento da língua francesa.

Sobre a participação no Fórum 2022, Melissa Câmara afirma ter as melhores perspectivas, pois já estará familiarizada com a língua e cultura francesas, além de ter a chance de atuar na organização e na preparação dos estudantes brasileiros que participarão do evento. Até outubro, ela planeja desenvolver um plano de trabalho que inclui a realização de oficinas em duas instituições de ensino francesas, nas quais apresentará aos estudantes nativos um panorama sobre a cultura e a língua portuguesa falada no Brasil, bem como sobre a agronomia e agroecologia praticadas no país natal. “Esse plano de trabalho visa a preparar os alunos [franceses] para não chegarem no Fórum sem entender como funciona o Brasil”, explicou a intercambista, ressalvando que o desafio consiste em não ter experiência como professora de língua ou de ciências humanas como História ou Sociologia, nem ter sido ainda formada como docente na área de ciências agrárias. No entanto, ela observa que as oficinas não terão exatamente o formato de aulas, mas servirão para apresentar a própria experiência e conhecimento nos conteúdos abrangidos pelo planejamento.

Para Melissa Câmara, o fato de ser estudante do IFMA tem grande relevância para a realização da experiência no país estrangeiro. Sobre isso, ela destaca tanto a formação técnica e científica recebida enquanto aluna do Campus Maracanã, quanto o suporte dos setores envolvidos na viabilização das atividades que antecederam a viagem à França, sobretudo da DIRI. Ela também ressalta a atuação da Casa das Línguas, que possibilitou os primeiros estudos e aprimoramento na aquisição do idioma, até a realização dos testes de proficiência na língua estrangeira.

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