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Professor do Campus Monte Castelo participa de exposições artísticas na Europa

De 25 a 27 de novembro, obras do artista plástico serão exibidas durante evento cultural coletivo em Bruxelas
  • Augusto do Nascimento
  • publicado 21/11/2022 12h30
  • última modificação 10/01/2023 15h05

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O professor José de Ribamar Matos Júnior (Desenho Industrial), do Campus IFMA Monte Castelo (São Luís), vem participando de exposições artísticas no Maranhão e até fora do país. Em abril deste ano, colaborando com a assessoria artística “Vivemos Arte”, Ribamar participou do Salão Internacional de Arte Contemporânea, no espaço Le Carroussel du Louvre, que integra a estrutura do conceituado Museu do Louvre, em Paris (França). Esta semana, entre os dias 25 e 27 de novembro (sexta-feira a domingo), o artista plástico repete a experiência de expor seu trabalho em um salão internacional, dessa vez no espaço Brussels Expo, em Bruxelas (Bélgica).

Exposição no Le Carroussel du Louvre (abril)

(Imagens: Vivemos Arte)

Assinando suas obras como “Ribaxé”, uma referência ao apelido que usava nos tempos do movimento estudantil, José de Ribamar Júnior nasceu em São Luís e no ensino médio concluiu o curso de Edificações na então Escola Técnica Federal do Maranhão, que atualmente corresponde justamente ao Campus onde trabalha. O despertar para a arte ocorreu na infância, ainda de maneira intuitiva. “Desde guri sempre gostei de desenhar, mas nunca fui incentivado”, recorda, referindo-se à ausência de materiais básicos, como lápis e caderno. Para isso, o jovem chegava a guardar papel de embrulhar pão para dar vazão ao talento artístico.

O ingresso no curso de Desenho Industrial da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) teve influência decisiva para que o estudante desenvolvesse a percepção visual e gráfica, passando aos desenhos e pinturas de forma intensa. Com experiência no desenvolvimento de projetos em diversos escritórios de arquitetura e engenharia, José de Ribamar trabalhou por mais de 20 anos no projeto de extensão “Embarcações do Maranhão”, que daria origem à unidade do Estaleiro-escola, quando percorreu mais de uma centena de municípios maranhenses.

No entanto, os primeiros trabalhos não foram divulgados em eventos e exposições, ou vendidos, e se destinavam mais a presentear os amigos próximos ao artista. Há cerca de 15 anos, o reconhecimento começou a ser construído, com a aparição em matérias na imprensa local, e a premiação em um edital da empresa Vale, pelo qual criou um painel de grandes dimensões, hoje componente do acervo do Museu de Artes Visuais do Maranhão, e que conferiu grande amadurecimento a suas pinturas.

O período da pandemia de COVID-19 marcou o que Ribaxé considera um “grande salto” em sua produção artística, com os estudos intensos sobre arte rupestre, uma grande referência em suas obras. Para aprofundar o conhecimento sobre o tema, José de Ribamar realizou uma imersão em vídeos da arqueóloga franco-brasileira Niède Guidon, envolvendo sua atuação no Parque Nacional da Serra da Capivara (PI). Outros sítios arqueológicos – Chauvet, Lascaux, África Meridional, Altamira – foram objeto de suas pesquisas, e as pinturas resultantes chamariam a atenção da assessora artística Lisandra Miguel, da empresa Vivemos Arte, especializada em mercado de arte no Brasil e exterior e promotora de exposições e artistas parceiros, como os eventos internacionais com a participação de Ribaxé e outros. Outros motivos a serem explorados seriam as palafitas da cidade de São Luís, peixes, embarcações, ou temas ligados à religiosidade.

A experiência na exposição em Paris, em abril passado, foi a concretização do sonho de conhecer a cidade conhecida por reunir uma rica vida cultural que atrai milhares de artistas de todo o mundo, em diversas linguagens artísticas além da pintura. Foi também quando pôde apreciar pessoalmente os trabalhos de grandes mestres que também colaboraram com sua formação, a exemplo dos impressionistas.

Sobre o incentivo a desenvolver atividades artísticas no âmbito do IFMA, Ribaxé defende que deveriam ser realizados mais eventos para a promoção dos talentos, como festivais de cultura e bienais temáticas. Ao observar o circuito cultural na cidade, o artista percebe pouca abertura para que novos talentos sejam revelados e tenham suas obras divulgadas para o público. Ele também enfatiza o desafio para os artistas locais participarem por conta própria da agenda de exposições, já que muitas vezes não recebem apoio de instituições ou através de uma política cultural abrangente.

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